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sexta-feira, 18 de maio de 2012

7 maneiras para você vender mais no Linkedin

1. Recomende as outras pessoas - Para você construirrelacionamentos consistentes na sua rede, é fundamental o elemento "surpresa",assim, avalize o trabalho das outras pessoas e recomende-os para todos do seu grupo,essa atitude vai gerar interatividade entre você e os seus contatos, e nãoesqueça: relacionamento online seconstrói quando você ajuda primeiro as outras pessoas. O que você está esperando parapraticar essa nova ação?

2. Participe de grupos - O mundo virtual possibilita aconstrução de novos relacionamentos comerciais que podem gerar excelentes resultados, é precisoestar presente entre as pessoas, participando, interagindo, fornecendoinformações e tirando dúvidas sobre os assuntos que estão em evidência.Aceite convites para participar de grupos de interesse, essasoportunidades são mais valiosas que ligações frias para prospects desconhecidos. Otimize o seu tempo e use a essa ferramentapara aumentar as suas vendas;

3. Atualize o seu perfil regularmente - O dinamismo nasinformações mostra aos seus futuros clientes que você é um vendedor dedicado eque está crescendo na sua carreira, sempre que houver alguma alteraçãointeressante, poste no seu perfil, as pessoas da sua rede recebematualizações frequentes, inclusive você, então, não perca essa oportunidade,fortaleça a sua marca;

4. Proporcione valor antes de vender - Uma vez por semana, envie dicas,artigos, mensagens e informações de impacto para o seu público-alvo, o segredonão é vender, primeiro ajude as pessoas a resolverem os seus problemas, seja umgerador de valor constante para a sua rede de contatos, você precisaser visto como um especialista, isso passa autoridade e conhecimento,deixando mais seguro seus prospectsna hora de comprar de você, captou?

5. Adicione diariamente novos prospects - Convide mais pessoasdiariamente para fazer parte do seu grupo, a prospecção precisa ser constantepara que o seu banco de dados não pare de crescer, mantenha o foconessa atividade, determine na sua agenda um tempo do dia para fazeressa ação e mantenha a concentração nesse propósito;

6. E-mail de agradecimento - Quando um pessoa formalizarum convite para você fazer parte da sua rede de relacionamento, aceite emande um e-mail agradecendo a lembrança e o tempo que eladisponibilizou por ter lembrado de você, essa atitude servetambém para quem aceitar os seus convites, o segredo é valorizar aspessoas, isso faz toda a diferença;

7. Monte uma estratégia de vendas - Desenvolver um planejamento devendas com sutileza é muito importante, você não pode ser invasivo, ficarinsistindo, mandando folder toda hora, pois as pessoas estão lotadas dessasinformações e não aguentam mais. Faça uma estratégia mensal, por exemplo: naprimeira semana, mande dicas e benefícios do seu produto/serviço, na segundasemana, envie um minivídeo falando da sua empresa e como o cliente pode sebeneficiar das suas ofertas, na terceira semana, mande um depoimento de umcliente que já comprou de você e que está satisfeito, e, na quarta semana, forneçaum e-mail de agradecimento por passarem mais um mês juntos, diga, rapidamente,que esse novo relacionamento está super interessante e se coloque à disposiçãopara continuar ajudando. Sacou a ideia? Você não vendeu em nenhum momento, masse fez presente o tempo todo!

Fonte: André Silva - Palestrante de Motivação e Vendas. Site: www.palestranteandresilva.com.br

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Como estão suas competências comportamentais?

A bagagem de competências técnicas que o profissional traz, tem um grande peso quando, por exemplo, se está diante de um processo de seleção. No entanto, depois que a contratação é realizada a empresa, através da liderança, passa a observar se o talento possui ou não determinadas competências comportamentais pertinentes à função e à própria cultura organizacional. Faça uma reflexão a partir dos tópicos abaixo e avalie como estão suas competências comportamentais.

1 - Espírito de equipe - Você se mostra disposto a atuar em conjunto com os demais colegas de trabalho naturalmente ou isso é uma tarefa que o incomoda? Dividir o conhecimento, sua experiência com terceiros repassa sentimentos de ameaça ao que você conquistou ao longo dos anos ou essa é uma rica oportunidade para seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional? Lembre-se que ter espírito de equipe é fundamental para se conquistar novos horizontes e superar desafios diários.

2 - Comunicação interpessoal - Quem atua no ambiente organizacional sabe o quanto é valioso manter um bom canal de comunicação com todos os profissionais, sejam esses integrantes da equipe ou de outros setores. Isso remete a uma reflexão rápida: você está conseguindo fazer entender-se corretamente e se mantém aberto a ouvir as pessoas do seu convívio? Existe algum fator que atrapalhe a sua comunicação com os demais ou, então, não permite que os demais o compreendam como você deseja. Em que parte do processo está ocorrendo o problema?

3 - Equilíbrio emocional - Cada vez mais, as pessoas convivem com situações de tensão como conflitos e momentos de grande volume de trabalho. Isso leva a maioria dos profissionais a terem que lidar com a inteligência emocional, caso contrário poderão contribuir com fatores conflitantes ou, ainda, tomarem decisões precipitadas que tornem o momento de crise muito mais intenso. Isso não significa que as pessoas devam podar suas emoções, pelo contrário. Mas, administrar as emoções é sem dúvida alguma um diferencial comportamental que as empresas buscam constantemente nos talentos que contratam.

4 - Administração do tempo - Ao final do dia, é comum ouvirmos as pessoas fazerem comentários do tipo: "O tempo voou e não fiz quase nada!"; "Queria que o dia tivesse 48 horas para fazer tudo o que preciso". Quando não se consegue administrar o tempo que lhe é oferecido, o profissional acumula atividades que se transformam numa "bola de neve" que só tende a aumentar. É preciso dar prioridades às atividades mais relevantes, marcar as datas de entrega dos trabalhos, bem como reservar algum tempo para recarregar a mente, relaxar um pouco. Isso pode parecer uma "missão impossível" para muitos profissionais, mas é necessária porque todos precisam de um momento para cuidar de si.

5 - Espírito de Liderança - Existem especialistas que afirma que o espírito de liderança nasce com o indivíduo. Contudo, o dia a dia faz com que muitos profissionais despertem o interesse em, um dia, tornarem-se líderes. Essa vontade pode ser despertada, por exemplo, quando gestor da equipe não se faz presente em determinado momento e a equipe precise de alguém que segure o "leme" e dê um norte para solucionar determinado fato. Passada a tensão, o profissional que conseguiu dar suporte aos demais colegas vê que ele tem potencial e que precisa investir um pouco mais no seu desenvolvimento. Por isso, nunca imagine que não é capaz de lidar com determinado fato. Antes de se autoavaliar, espere que um fato relevante ocorra e veja como você reage.

6 - Capacidade de dar e receber feedback - Esse é um dos processos mais delicados que envolvem a Gestão de Pessoas, pois mexe exatamente com a chamada zona de conforto e, muitas vezes, com o orgulho dos profissionais. Geralmente, o líder é o responsável por dar o feedback direto aos seus liderados. Além de precisar de uma capacitação para realizar essa atividade, tanto o gestor quanto quem recebe o feedback precisam saber escutar e serem ótimos ouvintes. Você tem essa capacidade de ouvir uma avaliação da sua performance, seja ela positiva ou não? Se você consegue manter o equilíbrio nesse momento, parabéns. Caso contrário...

7 - Valores éticos - "É preciso levar vantagem em tudo. Certo?". A conhecida Lei de Gerson foi engavetada, arquivada, deletada por empresas que se preocupam com a própria imagem tanto junto aos colaboradores quanto à sociedade. Ser ético não é um rótulo que pode ser adquirido em uma papelaria do shopping, mas sim um somatório de atitudes que somadas revelam a verdadeira identidade de uma organização. E para que a ética seja evidenciada numa empresa, ela precisa estar presente no dia a dia e no comportamento dos funcionários. Passar por "cima" do colega para conquistar uma promoção ou praticar atos de assédio moral, por exemplo, são ações que não cabem aos atuais parâmetros corporativos de instituições respeitáveis.

8 - Perseverança para o futuro - Há pessoas que desistem dos seus sonhos, mesmo antes de tentar conquistá-los. Lógico que nem tudo na vida poderá ser conquistado, mas é como dizia Walt Disney "Se você pode sonhar, você pode fazer". Hoje, tornou-se quase inconcebível uma empresa investir em um profissional que não acredita nem nele próprio. Sem motivo algum acredita que tudo permanecerá estático, enquanto que a realidade exige que as pessoas tenham uma visão de futuro, arrisquem e se desenvolvam sempre.

9 - Diversidade - O diverso ganhou forma com a presença da Globalização. Por isso, as organizações apostam na diversidade e quanto mais pessoas com experiências, com visões diferenciadas, maiores são as chances da inovação chegar e agregar valor ao negócio. Uma equipe formada por membros que pertençam a várias gerações certamente apresentará características peculiares e valiosas à empresa.

10 - Resistência às mudanças - Aquele antigo ditado "Em time que está ganhando, não se mexe", já não corresponde mais às necessidades de uma empresa competitiva. Se você ainda insiste em "tentar" bloquear a chegada da inovação ao seu dia a dia, à sua carreira, é melhor rever rapidamente seus paradigmas. Caso contrário, correrá o risco de ficar para trás e a responsabilidade não será da empresa ou de outro profissional que se destacou, mas sim de sua própria resistência às mudanças.

Fonte: RH.com.br – Patricia Bispo

segunda-feira, 9 de abril de 2012

As 5 piores frases que você pode dizer para seu cliente

Ao lidar com consumidores, toda empresa precisa tomar cuidado com o que fala. Se propaga o conteúdo errado, o empreendedor pode perder o controle da situação e transformar um problema em uma verdadeira crise – principalmente agora que quase todo mundo descobriu o poder amplificador das mídias sociais.


O jornalista, autor e empreendedor em série Ron Burley listou no site da Inc. cinco das piores frases que você pode dizer na hora de atender às necessidades de um de seus consumidores. Leia com cuidado e fuja de todas elas:

1. “Essa é a política da empresa.”

Para Burley, essa é frase é o equivalente a “Você está sem sorte” e demonstra que a empresa não tem nenhum interesse na satisfação do cliente. O propósito principal é impedir qualquer tipo de diálogo. Para alguns consumidores, ela pode significar uma declaração de guerra. Segundo estudos feitos por Burley, grandes crises de empresas que se tornaram virais na internet começaram quando elas usaram essa nefasta sentença.

2. “Não há nada que possamos fazer.”

Obviamente, sempre existe algo que uma empresa possa pelo menos tentar fazer. Nenhum consumidor ficará feliz em ouvir isso depois de aguardar vários minutos em uma ligação ou depois de diversos e-mails ou mensagens trocadas no Twitter. Ele também simplesmente pode pedir o dinheiro dele de volta. E aí você perde não só uma venda mas também um cliente. Estimule que seu grupo de atendimento pense em alternativas para solucionar cada problema e recompense-os por isso.

3. “Você pode aguardar um momento?”

A maioria das pessoas vai responder com um sonoro “não”. E provavelmente vai levar a discussão para a internet, em que qualquer reclamação vira uma grande bola de neve. Se não houver alternativa, pelo menos seja específico sobre por que vai deixar o cliente esperando. Quem sabe a frustração não seja um pouquinho menor?

4. “Você precisará entrar no nosso site.”

Se, depois de um atendimento por telefone, seu cliente precisar ser direcionado para o site da empresa, não faça com que ele saia procurando o local específico. Envie um e-mail com o link da seção ou do documento que ele precisa achar.

5- “Isso é de responsabilidade do fabricante.”

Quer dizer que você se sente confortável em ganhar o dinheiro do seu cliente, mas, quando surge um problema, você prefere passá-lo adiante para o outro elo da cadeia? A relação financeira do consumidor é com você, e não com o produtor. Portanto, faça o máximo para resolver qualquer possível reclamação.

Fonte: Papo Empreendedor.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Inspiração: de onde vêm as boas ideias

Na antiguidade clássica, as grandes descobertas – para não dizer inovações – eram creditadas às musas. Filhas do todo-poderoso Zeus e da titânide Mnemósine, as nove divindades simbolizavam a inspiração – aquele estalo criativo que leva os homens a criarem as coisas que não haviam sido imaginadas por seus pares. Com o racionalismo da idade contemporânea, a tecnologia da era pós-industrial e a recente revolução digital, a inspiração tornou-se mais uma figura poética do que um estado de espírito a ser alcançado. Uma grande invenção não mais é vista como o resultado de uma experiência transcendental de criação, mas sim o fruto de um processo lógico de encadeamento de ideias, em que o lado místico da inspiração não tem espaço algum.

Mas não é que a inspiração existe e é importante para os negócios. Pelo menos é o que diz uma série de estudos recentes sobre o assunto. Talvez ela não venha da generosidade das musas, mas ocorre de processos psicológicos que não podem ser mensurados aritmeticamente nem descritos em manuais de produtividade. Embora continue sendo um termo abstrato, especialistas afirmam que a inspiração pode ser ativada, capturada e manipulada por aqueles que entenderem seus processos psicológicos.

A inspiração é um estado de graça. Ela impulsiona a pessoa da apatia para a ação e transforma o jeito que percebemos nossas capacidades. Segundo os psicólogos Todd Trash e Andrew Elliot, da Universidade de Rochester, nos EUA, a inspiração tem três aspectos centrais: evocação, transcendência e abordagem positiva. Ela é evocada espontaneamente, sem intenção. É o clique característico de quando as boas ideias nascem. Transcendente porque a ideia inspirada suplanta as preocupações e limitações cotidianas e captura uma visão panorâmica e universal sobre o assunto. Essa transcendência é percebida nos momentos de clareza e consciência das novas possibilidades. A abordagem positiva, etapa final do processo, está na transmissão e implantação da ideia visionária. Os dois psicólogos notam que a inspiração é uma ferramenta com duas pontas: as pessoas são inspiradas pelas coisas e agem em cima dessa inspiração.

Apesar de ser vista como um cavalo que pode ser montado, a inspiração não pode ser imposta. Seria inútil um líder fazer pressão para que seus colaboradores fiquem inspirados. Segundo o neurocientista Scott Barry Kaufman, a inspiração simplesmente acontece. Pode ser por força de uma musa, porém o mais provável é que aquela baita ideia tenha nascido em um ambiente aberto a novas experiências, fruto da interação dos conhecimentos prévios com as informações recebidas do mundo. Não existe fórmula para inspiração. Mas, em certos ambientes, ela encontra um campo fértil. Nasce naqueles locais onde a liderança mostra os caminhos e espelha os exemplos, onde as pessoas inteligentes estão dispostas a fugir das convenções.

Para aumentar as chances de a inspiração ocorrer, algumas coisas podem ser feitas. Domínio do campo de atuação é o ingrediente básico. Nenhum poeta escreveu uma obra-prima sem conhecer bem o segredo das palavras. Esforço é outro elemento crítico, uma vez que inspiração é um processo trabalhoso, que compreende a análise e aprimoramento de diversas situações para validá-las ou descartá-las. Estar aberto a novas ideias e experiências é outro ingrediente importante, já que permite a pessoa perceber e embarcar na ideia quando a inspiração resolve aparece. Por último, a íntima relação entre motivação e inspiração nunca pode ser negligenciada. A inspiração tem mais a ver com a motivação interna. Muitas vezes está no lado oposto da competição, que induz à performance por meio de estímulos externos. “Pessoas inspiradas têm níveis mais altos de recursos psicológicos, como confiança nas próprias habilidades, autoestima e otimismo”, diz Scott Barry Kaufman.

Fonte: Papo Empreendedor.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O tropeço natalino da Coca-Cola: lata branca ou vermelha?

Mudança de estratégia em ação com a WWF colocou a companhia mais uma vez em conflito com consumidores fiéis, mostrando que ela é apenas uma depositária da confiança destes, os verdadeiros donos da marca.


Por Rique Nitzsche , www.administradores.com.br

A marca Coca-Cola vale muitos bilhões de dólares em qualquer ranking existente no planeta. No Top 100 da Best Global Brands 2011 da Interbrand, que ela vem liderando há muito tempo, está valendo US$ 71,9 bilhões. Na BrandZ Top 100 de 2011, ela é a sexta colocada, com o valor de US$ 73,8 bilhões. Mesmo no ranking do Brand Finance, que depreciou bastante a marca em 2011, despencando da terceira para a décima sexta posição, ela vale "somente" US$ 25,8 bilhões. Gostando ou não, de qualquer maneira que você tentar calcular um valor para a marca Coca-Cola, ela vale muito na imaginação das pessoas em qualquer parte do mundo.

A Coca-Cola sempre investiu em imagens simbólicas para alimentar a memória emocional das pessoas. A própria imagem do Papai Noel foi uma das personalidades icônicas usadas pela marca, de tal forma que alguns dos meus alunos imaginaram que havia sido a própria Coca-Cola a inventora do protagonista maior do Natal, principalmente pela cor vermelha das suas vestes. Porém, o mito de Papai Noel vem da inspiração mítica de São Nicolau de Mira, no Século IV, na distante província da bizantina Anatólia. A roupa vermelha, dizem que foi gravada para sempre por Thomas Nast em uma edição de janeiro da Harper's Weekly em 1863. A Coca-Cola somente usou muito bem o que já existia.

Outro símbolo do Natal, que a marca vem usando, é a população dos simpáticos ursos polares brancos. Segundo o depoimento de Katie Bayne, presidente da Coca-Cola da América do Norte, desde 1922 permanecendo até hoje "como um dos mais adoráveis símbolos da Coca-Cola". Procurando por um parceiro de peso, a empresa se juntou ao WWF- World Wildlife Fund - para lançar uma campanha focando na proteção dos ursos polares no seu habitat ártico. No primeiro dia de novembro desse ano, a campanha Arctic Home foi ao ar. A empresa doou inicialmente U$ 2 milhões à WWF e convidou os consumidores da bebida para que também colaborassem no seu esforço. A cada doação dos fãs de US$ 1, a empresa também doaria mais US$ 1, até o valor de US$ 1 milhão.

Para chamar a atenção do varejo e marcar a campanha, a Coca-Cola lançou uma elegante lata promocional toda branca com uma mãe ursa acompanhada de seus dois filhotes. As campanhas de uma das mais amadas marcas do mundo sempre são espetaculares. Essa não foi diferente: anúncios, site interativo sedutor, filmes colocados no YouTube, além de declarações da responsável por ações sustentáveis da Coca-Cola e do presidente do WWF. Uma parceria especial com a produtora MacGillivray Freeman Films, Warner Bros Pictures e IMAX Corporation vai gerar um filme 3D sobre os ursos polares para ser lançado em 2012. "Uma ação inspiradora".

As embalagens promocionais ficariam nas prateleiras até fevereiro de 2012. Ficariam. Estão sendo retiradas e substituídas por uma versão vermelha. A paisagem ártica ficou vermelha. O que aconteceu? Quando lançada, a nova embalagem havia sido bastante elogiada tanto por profissionais como por consumidores.

Segundo a própria Coca-Cola, que desconversou, quase nada aconteceu. Scott Williamson, um porta-voz da empresa, disse que os executivos de marketing queriam lançar uma campanha disruptiva para chamar a atenção. O branco polar era ousado e reforçava o tema da campanha de proteção aos ursos. "A lata foi bem recebida e gerou muito interesse e emoção'', disse Williamson. Mas a empresa se contradisse ao tentar confirmar o número de latas brancas e vermelhas nas prateleiras.

Já para o Wall Street Journal, que andou pesquisando pelo mercado, a versão com fundo vermelho está substituindo rapidamente a versão ártica. Embora a marca tenha sempre lançado novas embalagens promocionais, essa foi a primeira vez que o vermelho dominante desapareceu. Alguns consumidores reclamaram que a embalagem promocional parecia-se demais com as latas pratas de Diet Coke. Outros juravam que o sabor da bebida havia mudado com a mudança das cores. Os radicais, argumentaram que eliminar o vermelho beirava o sacrilégio.

"A Coca-Cola aprendeu que ela não era a verdadeira dona da marca, mas somente uma fiel (no caso, infiel) depositária da emoção dos consumidores"

Essa mudança súbita nem de perto lembra a confusão alvoroçada de 1985, um ano antes de completar 100 anos. Por causa da concorrência da Pepsi, a Coca-Cola alterou a receita da bebida baseada em extensa pesquisa com consumidores, deixando-a mais doce. A revolta foi tão grande que abalou toda a empresa como um tsunami. Tudo deu errado, os fiéis bebedores odiaram a mudança acusando a empresa de negligente e oportunista. Os consumidores não compram sabor do produto, mas uma história autêntica na qual possam confiar, como diz Pyr Marcondes. A Coca-Cola aprendeu que ela não era a verdadeira dona da marca, mas somente uma fiel (no caso, infiel) depositária da emoção dos consumidores.

Naquela época, a Coca-Cola demorou 3 meses para reagir e relançar a Coca-Cola tradicional, agora denominada de Classic. A New Coke continuou nas prateleiras por 5 anos até se transformar em Coke II. Hoje, a internet e a nova cultura interativa fizeram com que a sensibilidade popular se manifestasse instantaneamente. Entre centenas de telefonemas e tweets havia os que acusaram a Coca-Cola de atitudes de malandragem e blasfêmia. Outras pessoas defendiam a elegância das latas árticas e diziam que só idiotas confundiriam os produtos nas prateleiras. Mas as aeromoças de um vôo entre Milwaukee e Atlanta se confundiram e serviram a bebida errada. Um casal postou no YouTube um vídeo no qual a mulher afirma que é capaz de reconhecer, em um teste com os olhos vendados, o sabor vindo de uma lata vermelha diferente de uma lata branca. Outro comentário foi pelo fato de que a quantia doada era muito menor do que a verba da campanha. Em um mês, a campanha empacou.

Resumindo, um debate cheio de frustrações e palavras emocionais. Na verdade, não está claro até onde a reação pública poderia alcançar. Para se afastar de possíveis problemas maiores, a Coca-Cola está substituindo as latas.

Mas o que me chama atenção da situação é a analogia entre marca e religião. Nessa embrulhada, alguns consumidores usaram palavras como blasfêmia e sacrilégio. Um pesquisador já havia feito essa relação depois de uma viagem a Bangkok. Lá ele encontrou estátuas também dedicadas a celebridades e marcas, como os símbolos religiosos tradicionais. Essa percepção se confirmou durante um estudo com 2 mil pessoas, na qual a mesma região do cérebro era ativada quando as pessoas falavam de religião ou de assuntos mundanos, como marcas ou celebridades. Ele foi adiante e conversou com padres, sacerdotes, religiosos e rabinos, que relataram suas experiências com símbolos, visões, rituais, storytelling e evangelismo, assuntos familiares para quem se dedica à construção do branding de marcas. O autor é Martin Lindstrom, uma das 100 pessoas mais influentes pela lista da revista Time de 2009. Ele é um especialista em neuromarketing, uma disciplina que foi beber na neurociência que cresceu exponencialmente nessa última década.

Em confronto, mestre Francisco Alberto Madia de Souza, fundador da Madia Marketing School e da Academia Brasileira de Marketing, acha o neuromarketing uma bobagem ridícula, chamando-a de neuroembromation, "bulshitagem pura". Para ele, é necessário observar, compreender e analisar o comportamento das pessoas em um piscar de olhos, por uma equipe sênior e competente. Essa seria a "única maneira eficaz de sobreviver e prosperar neste admirável mundo novo". O irônico mestre Madia diz que as mega corporações são lerdas e ainda estão aprisionadas ao modelo da cultura industrial, além de gostar de investir em "quinquilharias e penduricalhos". "Neurosqualquercoisas e dinossauros corporativos se merecem: nasceram um para o outro."

Resumindo, pela segunda vez, outro debate emocionante. Como observador neutro, consigo ver razão e significado nas duas perspectivas, na importância da neurociência e na análise dos fatos por pessoas experientes.

Vamos voltar ao assunto inicial e juntar todas as informações. Na minha opinião, embalagens promocionais servem para fazer experiências sem grandes ameaças à marca. Elas servem para testar a elasticidade do perímetro ocupado pela marca. Promoções possuem uma grande vantagem. Elas têm data para começar e para terminar. Se acontecer um desastre, suspenda a promoção e depois avalie os danos colaterais. Não sei se a Coca-Cola tinha, ou não, um plano B preparado mas parece que algum plano foi usado de forma rápida.

Minha empresa esteve no centro de uma experiência parecido. A cerveja Brahma desejava mudar sua lata, de dourada para branca. Usou-se o revéillon para testar uma lata branca promocional, que foi um sucesso. O racional era forte: a cor do revéillon é o branco. Mas tudo poderia dar errado, como nos Estados Unidos. Lá o Natal também é branco, assim como o habitat dos ursos polares. Um racional bem elaborado não garante previamente um resultado de sucesso.

Para fechar, vou novamente falar sobre o design thinking. Sua metodologia prática inclui observação, compreensão, análise e diagnóstico, além de experiência com símbolos, visões, rituais, storytelling e até mesmo evangelismo. Parece-se bastante com todos os atributos citados acima. Plagiando mestre Madia, se ele for praticado por profissionais experientes e competentes, tem uma grande chance de ser bem sucedido.

Mais duas observações para encerrar. Primeira: uma das ferramentas do design thinking é a prototipagem rápida, que nos protege do erro futuro. Quanto mais cedo errar, mais cedo podemos acertar. Mesmo com todas as pesquisas, a Coca-Cola se surpreendeu. A prototipagem rápida é um processo iterativo inventado pela ciência e que vem funcionando há séculos. Segundo: o design thinking é uma prática multidisciplinar e não descarta qualquer tipo de conhecimento. Que venha o neuromarketing e a sabedoria dos sêniors. Nossa intuição é generosa e faminta pelos diversos talentos humanos. Tudo serve para nos inspirar e alimentar a nossa invenção. Design thinkers costumam ser otimistas e curiosos criativos que enfrentam desafios com bom humor.

Rique Nitzsche – é design thinker e comanda a criação estratégica da AnimusO2, a primeira empresa brasileira de shopper marketing a usar a metodologia do design thinking, palestrante e responsável pela montagem das disciplinas de design estratégico e design thinking da pós-graduação da ESPM/RJ.
Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/marketing/o-tropeco-natalino-da-coca-cola-lata-branca-ou-vermelha/50609/

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A sua empresa está pronta para crescer?

Tão logo uma empresa começa, já vem a preocupação em como crescer e ganhar escala. Mas quais são os passos para realmente desenvolver processos que vão dar suporte a esse crescimento? No site do Young Entrepreneur Council*, Alexandra Mayzler, fundadora e diretora da Thinking Caps Tutoring, dá algumas dicas para iniciar essas mudanças. A empresária lidera um negócio especializado no desenvolvimento de métodos de ensino inovadores.

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Segundo Alexandra, muitas vezes os empreendedores pensam em como delegar responsabilidades, melhorar habilidades de liderança e conseguir financiamento para crescer. Mas, ainda que esses aspectos sejam importantes para um negócio saudável, um tópico que pode ser esquecido é a criação de sistemas para atingir o crescimento.

Além de aperfeiçoar o produto ou o serviço, contratar uma ótima equipe e garantir capital, o empresário deve se dedicar a um sistema organizado para gerir o negócio. Mesmo que a administração de um pequeno negócio muitas vezes envolva decisões intuitivas, começar a pensar em sistemas de operações desde o primeiro dia pode ser a melhor maneira de preparar o negócio para ganhar escala. Veja cinco estratégias, indicadas por Alexandra, para ajudar seu negócio a evoluir e amadurecer.

1. Comece pelo início. Gerir um negócio de pequeno porte muitas vezes significa fazer malabarismo com muitas coisas e responder a necessidades imediatas. Em um ambiente em constante evolução, é fácil trabalhar com a intuição e simplesmente viver no dia a dia. No entanto, pensar em passos e procedimentos desde o começo do negócio é vital para o seu sucesso. Não adie a documentação de processos. Anote todos eles.

2. Escreva. Ao longo do dia, tome notas detalhadas sobre os processos cotidianos. Anote desde a maneira como se salvam os arquivos até como as grandes decisões são tomadas. Se há outras pessoas trabalhando no negócio com você, faça com que eles também registrem as maneiras como administram as tarefas. É sempre mais fácil editar e apagar de que tentar preencher os espaços em branco e lembrar exatamente como os procedimentos foram controlados.

3. Seja proativo. Antecipe problemas e crie soluções de maneira metódica. Identifique áreas preocupantes e desenvolva meticulosamente um sistema de resposta. Mesmo quando algumas ações parecem óbvias, anote os passos e as abordagens. O que é intuitivo para uma pessoa pode nem sequer ocorrer para outra. Mantendo todas essas anotações, outras pessoas da equipe serão capazes de entender o processo de tomada de decisão e chegar aos resultados apropriados.

4. Remova tudo da sua cabeça. Uma vez que todas as operações estejam registradas, é útil que outras pessoas revisem o material. Peça a colaboração de um colega ou contrate alguém de fora da empresa para desenvolver um manual sobre as operações do negócio. Alguém que não está enfronhado no dia a dia pode ter uma visão mais clara para passar as ideias certas adiante.

5. Compartilhe. Uma vez que o manual é criado, comece a distribuí-lo para outros membros da empresa. Certifique-se de que todos os funcionários têm acesso às informações. Postar os procedimentos na intranet ou distribuir cópias impressas irá encorajar as pessoas a usar o texto como referência e seguir as diretrizes. Conforme o material é atualizado, mande alertas para os colaboradores.

O crescimento e o desenvolvimento são estágios empolgantes de um negócio. No entanto, sem planejamento sólido e infraestrutura, os empresários podem colocar em perigo oportunidades valiosas. Se você pensar de maneira proativa e desenvolver um plano de operações consistente, seu negócio estará pronto para um crescimento saudável.

* O Young Entrepreneur Council (YEC) é uma organização sem fins lucrativos composta pelos jovens empreendedores mais promissores dos Estados Unidos. O YEC promove o empreendedorismo como uma solução para o desemprego e o subemprego dos jovens e dá aos seus membros acesso a ferramentas, mentores e recursos para dar apoio a cada estágio do desenvolvimento da empresa.

Fonte: Papo Empreendedor.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Aprenda a posicionar sua marca para atrair e fidelizar clientes

Plano de negócios e identidade visual alinhados são decisivos na conquista de novos mercados.


Com a chegada do final do ano, muitas empresas aproveitam a ocasião para rever metas e planejar as ações para o próximo ano. Rever o plano de negócios é tarefa fundamental. Neste período, vale checar se as ações realizadas correspondem ao que está descrito neste documento. Mas, e a marca? Ela atende à necessidade da companhia? Dialoga com seu público-alvo? Se a resposta for não, talvez seja o momento de alinhar essa identidade com o que a organização deseja.

Mesmo em pequenas e médias empresas – que muitas vezes não se preocupam com a importância da identidade – a marca é o ativo mais importante, e sua gestão correta tem papel importante no sucesso da organização, pois ajuda na conquista de novos clientes e fidelização daqueles que já trabalham com a empresa, já que as pessoas utilizam de um estímulo visual para selecionar suas escolhas. Nesse sentido, uma marca que gere impacto visual positivo e demonstre seus valores obtém vantagem competitiva.

"Hoje, oferecer apenas um produto adequado com uma estratégia de trabalho correta não é mais garantia de estabilidade dos negócios. Independente do ramo de atividade, investir na marca e criar valor para a própria identidade é essencial no atual cenário", avalia Helio Moreira, diretor da NewGrowing Design & Branding.

Colaboradores trabalhando pelo branding

Uma marca em harmonia com o conceito da empresa e a necessidade de seus consumidores é fundamental, mas o branding começa na conscientização dos colaboradores sobre o caminho que a empresa quer seguir e de que forma ela deseja ser vista pelo público, parceiros, clientes e fornecedores. A gestão de marca deve partir de dentro da empresa para conquistar o público externo.

E o processo de branding ou rebranding (redesign de marca) é válido também para empresas prestadoras de serviços. Neste caso, a marca ajuda a tangibilizar e agregar valor ao serviço prestado, independente de seu tamanho e faturamento: "Não existe negócio sem identidade. Todo micro e pequeno empresário que monta um negócio precisa criar um nome, uma marca para ser reconhecida por seu público-alvo. A maioria investe em equipamentos, estrutura, ponto comercial e não se preocupa em aparecer, mostrar sua identidade aos stakeholders", ressalta Moreira.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/marketing/aprenda-a-posicionar-sua-marca-para-atrair-e-fidelizar-clientes/50568/

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A importância da expressão corporal

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Você se lembra de um livro chamado O Corpo Fala? De autoria do psicólogo francês Pierre Weil, a obra aborda basicamente como os nossos gestos e posturas denunciam o que realmente estamos sentindo, independentemente do que verbalizamos. Leitura recomendada por quase todos os professores de comunicação universitários, essa teoria de expressão corporal também pode ser aplicada ao mundo dos negócios. Afinal de contas, ficar nervoso em uma reunião ou apresentação importante é completamente normal. Mas existem alguns cacoetes que podem ser evitados, assim como técnicas básicas para aumentar a sua credibilidade. Quer saber quais são elas? Dê uma olhada nas dicas que Carmine Gallo, especialista em comunicação pessoal, compartilhou no site da Bloomberg Businessweek.


Estabeleça contato visual

Além de estabelecer uma conexão entre você e seu interlocutor, o famoso olho no olho transmite uma imagem de confiança e competência. Em uma reunião de negócios, o contato visual deve ser mantido em pelo menos 80% do tempo.

Controle suas manias

Tiques como estalar os dedos, brincar com a caneta ou mexer as pernas inquietamente são bastante comuns, mas podem dar a impressão de nervosismo, desatenção e insegurança.

Incline-se para frente

Jogar-se para trás na cadeira e colocar as mãos na nuca pode passar uma sensação de desinteresse. O melhor a se fazer é se inclinar levemente para frente, estabelecendo mais intimidade com a pessoa com quem você está falando.

Fale com as mãos

Se bem utilizados, gestos com as mãos podem ajudar a ilustrar o que você tem a dizer de um modo mais incisivo. Mas lembre-se de que exageros podem tornar o diálogo um tanto caricato.

Mantenha uma postura aberta

Durante negociações, preste atenção para não ficar com os braços ou as pernas cruzadas, o que, na linguagem corporal, significa uma atitude defensiva, dando a impressão de uma postura intransigente.

Fonte: Papo Empreendedor.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Como estabelecer metas para 2012

Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores.


O mundo corporativo já entrou em contagem regressiva, faltando menos de uma semana para as festas de final de ano. Grande parte das empresas costuma programar férias coletivas neste período, época em que quase nada se decide no campo dos negócios. Apesar do marasmo, aproveite para definir os principais objetivos a você e sua equipe para o próximo ano.

Praticamente todas as firmas utilizam metas para medir o desempenho de departamentos e colaboradores, independentemente do nível hierárquico e função. Ao topo da pirâmide temas mais abrangentes, estratégicos e de longo prazo. Já para a base, ações táticas e de curto prazo. Operacionalizá-las é função do corpo gerencial, localizados no meio da figura.

Apesar de simples, estabelecê-las esconde alguns segredos. Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores. Aprecio a técnica SMART, a qual menciona que as metas devem ser específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e tangíveis, já traduzidas para o português. Vejamos.

Específicas: aumentar o market share, reduzir a inadimplência ou penetrar um novo mercado são metas interessantes, porém muito gerais. Para torná-las menos genéricas é necessário um maior nível de detalhamento. Conquistar dois pontos de market share no mercado carioca, através da penetração na classe A da zona sul , por exemplo, seria algo bem mais específico.

Mensurável: ainda na mesma linha, é necessário medir os dois pontos de market share obtidos, sejam eles em unidades físicas, monetárias ou margens de contribuição. Caso contrário, um vendedor poderia conquistá-lo oferecendo grandes descontos, comprometendo a lucratividade.

Atingível: imagine um novo entrante no setor de bebidas, cuja meta seja obter metade do mercado da Coca-Cola. Apesar de desafiadora é na prática inatingível, mesmo que pertença a um grupo com grande poderio financeiro. O feitiço neste caso virará contra o feiticeiro, arrefecendo os ânimos dos envolvidos num curto período de tempo.

Realista: algumas multinacionais têm sofrido deste mal após 2008. Com os mercados maduros em queda, executivos globais recorrem aos emergentes para cobri-los. É comum aplicar taxas de crescimento chinesas à filiais brasileiras, ao mesmo tempo em que se solicitam margens de lucro cada vez mais elevadas. São as conhecidas metas para inglês ver.

Tangíveis: aqui entra o critério tempo, em meu ponto de vista o corolário de todos os anteriores. Um prazo muito curto pode desmotivar os envolvidos pela impossibilidade de cumprimento, enquanto sua falta pode levar a acomodação. O governo brasileiro é mestre neste quesito, aplicando-os em suas duas vertentes.

Em minha experiência pude verificar que alguns gestores têm dificuldade em utilizar o critério SMART, criando metas muito amplas, fracas ou inatingíveis, as quais não contribuem para o resultado da empresa. Sugiro que comece aplicando-o ainda neste ano, revisando as metas estabelecidas. Talvez seja um bom programa aos que ficarão de castigo, nesta época de telefones mudos.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/como-estabelecer-metas-para-2012/60559/

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Os prós e os contras de começar um negócio logo após se formar

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Está chegando o final do ano e, com ele, a formatura de muitos jovens. Nessa fase, para alguns deles, surge a dúvida: ocupar uma posição no mercado de trabalho ou abrir minha própria empresa?

Escolher o empreendedorismo deve ser uma decisão ponderada. Para isso, a Entrepreneur elencou os prós e os contras desse caminho. O que você acha melhor para a sua trajetória?

1. Pró: você tem tempo e energia para se dedicar a uma startup.

Sem cônjuge, filhos ou emprego fixo, os recém-formados tendem a ter mais tempo para se dedicar a um negócio novo. Isso permite que eles mergulhem na empresa sem sentir os efeitos adversos da dedicação intensiva. Os longos dias de trabalho – e a falta de sono – também não terão o mesmo efeito em alguém que está acostumado a passar as noites estudando para provas ou escrevendo dissertações. E, além de tudo, não há muito a perder: os jovens normalmente não têm de pagar financiamento imobiliário ou sustentar uma família, o que significa que a receita do negócio pode ser reinvestida.

Contra: Você pode ter mais dificuldade para conseguir crédito.

Um aspecto crucial para uma startup é assegurar alguma forma de financiamento. Às vezes, isso vem de investimento próprio, outras vezes, de anjos. Mas é comum recorrer a uma linha de crédito para a pessoa jurídica. Como recém-formado sem histórico, isso pode ficar mais difícil.

2. Pró: você ainda não está cansado de tanto trabalhar em uma grande corporação.

Para muitos empreendedores potenciais, os anos dentro de uma empresa podem deixá-los cansados do negócio em geral. Isso acontece, em geral, devido ao ambiente regrado e pouco livre de muitas corporações. Os recém-formados não têm essa bagagem e se sentem abertos e positivamente ansiosos sobre suas empreitadas. Eles acreditam que tudo é possível e conseguem arriscar mais. Lembre-se de carregar essa fagulha consigo pelos próximos anos.

Contra: começar um negócio pode significar assumir papéis que você não quer.

Quando pensam em começar seu negócio próprio, muitas pessoas imaginam um home office (ou um escritório na praia), contatos com outros empresários e muito dinheiro para pagar as contas. Infelizmente, esse não é um cenário realista – ao menos não por um tempo. Ser dono de um negócio significa não só liderar a empresa, mas também ser o time de vendas, os profissionais do marketing, o departamento de contas a pagar e a recepcionista. Em resumo, você se torna todos os aspectos do negócio até que seja possível contratar outras pessoas.

3. Pró: iniciar uma empresa vai trazer uma incrível experiência de vida e profissional.

Mesmo que o seu negócio não sobreviva, lançá-lo será uma vivência que irá valorizar o seu currículo. Você não entende o sangue, o suor e as lágrimas envolvidos na construção de um negócio até que tenha passado por isso. Você não compreende o valor de um cliente até que veja o quão difícil é conquistar um.

Contra: a mortalidade de negócios iniciantes é alta.

Fundar um negócio não significa sucesso instantâneo. Vai passar um tempo até que a empresa comece a ter faturamento e você possa levar um dinheiro para casa. Mesmo que a empreitada comece forte, não há garantias de sucesso futuro. Começar um negócio não tem rede de proteção. Você precisa ser destemido. Evitar o medo do fracasso irá ajudá-lo a manter o foco no sucesso.

Fonte: Papo Empreendedor.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Quatro dicas para transformar a sua ideia de negócio em realidade

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Quase todo mundo tem uma ideia que pode se tornar um negócio lucrativo. Mas, depois da ideia, sempre há o próximo passo: assumir riscos. E nem tantas pessoas tem facilidade para fazer isso. Jennifer Fleiss, cofundadora e presidente da Rent The Runway*, escreveu um artigo para o site The Young Entrepreneur Council**, dando dicas de como tornar seu projeto em uma empresa de verdade. Dicas que qualquer empreendedor diletante deveria levar em consideração.

Confiram:

1. Teste seu mercado

Quando você é apaixonado por algo, vale a pena fazer um teste e saber o que seu consumidor acha da sua ideia. Seja aberto ao feedback e honesto consigo mesmo para fazer modificações no seu projeto ou simplesmente recomeçar. Use sua rede de contatos para conseguir opiniões variadas e numerosas. Para abrir seu negócio, Jennifer falou com diversas mulheres sobre o que elas achavam de alugar vestidos e até montou uma loja pop-up para ver se sua ideia daria certo.

2. Use os dados que você tem

As informações que você obtiver com os seus testes de mercado poderão ser usadas para convencer possíveis investidores sobre o futuro sucesso de sua ideia. Muitos deles não serão grandes entusiastas, portanto, use vídeos e depoimentos dos consumidores que aprovaram seu projeto para engajá-los.

3. Forme uma equipe complementar

Procure pessoas com habilidades e competências complementares para formar sua equipe. Reconhecer pontos em que você é mais fraco não é um mal. Assuma-os e ache parceiros que ajudem a supri-los.

4. O “não” pode significar apenas “não agora”

Não desista no primeiro “não” que seu projeto receber. Isso não significa que sua ideia seja necessariamente ruim. Lembre que cada negativa é uma oportunidade de observar pontos a serem melhorados, portanto fique de olho nas vezes que seu projeto for rejeitado.

*Jennifer Fleiss é cofundadora e presidente do site Rent the Runaway, que aluga roupas de grife para mulheres.
 ** Fundado por Scott Gerbger, o Young Entrepreneur Council é uma organização sem fins lucrativos que oferece ferramentas, mentoria, comunidade e recursos educacionais para jovens empreendedores em cada estágio de desenvolvimento de seus negócios. O YEC promove o empreendedorismo como uma solução para o desemprego e o subemprego de jovens.

Fonte: Papo Empreendedor.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Qual a relação entre felicidade e empreendedorismo?

Uma das razões para muitas pessoas entrarem no mundo do empreendedorismo é a infelicidade que sentem nos seus atuais trabalhos. Assim como o sucesso na carreira pode motivá-las a começar seu próprio negócio. Uma pesquisa da rede social e profissional LinkedIn realizada com mais de 12 mil profissionais de 16 países mostrou que 63% deles estão satisfeitos ou muito satisfeitos com seus empregos atuais.

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O Brasil ficou em 14º lugar no ranking da satisfação, com 54% dos entrevistados afirmando que estão felizes com seu emprego atual. Eles são, no entanto, os mais otimistas sobre o futuro dentro das empresas – 63% dos brasileiros acreditam que, se trabalharem com dedicação e demonstrarem resultados, terão boas oportunidades de progredir dentro de suas companhias (o valor mundial cai para 52%). Dentro desse universo, o brasileiro tem três aspirações: primeiro, ser promovido; segundo, começar sua própria empresa; e, por último, mudar de setor ou de carreira profissional.

A pesquisa ainda revelou que os holandeses são os mais contentes com seus cargos (80%), enquanto os japoneses são os menos felizes (30%). O que nos leva a uma consideração: será que há uma relação entre a felicidade e a chance de abrir um negócio? Quem tem mais chance de empreender: os funcionários felizes ou os infelizes?

Fonte: Papo Empreendedor.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O que fazer quando as coisas não vão muito bem

Força

Quando a economia está instável, manter-se confiante não é das tarefas mais fáceis. Mas a capacidade de avançar com firmeza diante dos desafios é um traço valioso para um bom gestor. Alguns parecem já nascer com o dom. Outros se adaptam conforme as circunstâncias, e o aprendizado adquirido com as vacas magras os impulsiona a se destacar ainda mais na prosperidade.

Falar tudo isso é muito bonito e inspirador. Mas, na prática, como lidar com os altos e baixos do seu negócio? Como não titubear quando você faz tudo certo e, por alguma razão, as vendas não decolam? Não se desespere (ainda). A revista Entrepreneur separou algumas dicas que podem ajudá-lo na gestão da sua empresa.

Aprenda com os erros

Em vez de se sentir fracassado diante de um “não”, tente identificar o que deu errado e aprender a lição – para não errar de novo. Se algo não está dando certo, talvez seja a hora de repensar a sua abordagem e estratégia de gestão. Toda empresa passa por momentos bons e ruins. Aprenda, com suas próprias experiências, a diminuir os últimos.

Enfrente os medos

O receio de tudo dar errado é perigoso e pode atuar como um inibidor de práticas inovadoras e de sucesso. Esse temor é ainda maior quando o empresário já passou por períodos difíceis. Mas são nessas situações complicadas que passamos a nos conhecer melhor e, com isso, a controlar as nossas emoções e reações. Depois que enfrentamos uma crise, estamos mais bem preparados para crescer e evoluir. E se não tiver outro jeito, que venha a próxima!

Compartilhe suas experiências com um confidente

Ter alguém com quem desabafar é sempre bom. Quem vê o labirinto de fora o enxerga com mais clareza e pode, assim, dar conselhos mais produtivos e sem tantos preconceitos. Além disso, carregar um fardo sozinho pode ser pesado demais.

Inspire-se em grandes empresários

Histórias de empreendedores de sucesso são sempre inspiradoras. Se você admira alguém, tente descobrir ou imaginar como ele ou ela reagiria diante da situação pela qual sua empresa está passando no momento e como esse empreendedor se manteve diante dos altos e baixos profissionais. Afinal, todo empresário já enfrentou alguma dificuldade ou grande desafio.

Dê um tempo

Se você já tentou de tudo e nada parece funcionar, talvez seja a hora de dar um tempo, nem que seja um dia de folga ou algumas horas do dia para refrescar a mente e respirar outros ares. Muitas vezes, estamos tão focados em um problema, que ele acaba criando proporções gigantescas. Um tempinho para se organizar melhor, repensar estratégias e desestressar um pouco pode clarear a situação e evitar atitudes desnecessárias movidas pelo desespero. E aí, de repente, você percebe que o problema não era tão grande assim… e que as vaquinhas logo logo voltarão a engordar.

Fonte: Papo Empreendedor.

sábado, 3 de dezembro de 2011

O manual de Guy Kawasaki para ser um empreendedor bem sucedido

O empresário que ajudou a revolucionar o Vale do Silício, agora, revela dez segredos para as empresas se transformarem referências em suas áreas.

Por Fábio Bandeira de Mello, www.administradores.com.br

Quando o tema é empreendedorismo, Guy Kawasaki fala sobre o assunto com conhecimento de causa. Há 30 anos na ativa, ele é um dos mais conhecidos empresários do Vale do Silício, na Califórnia, e participou de diversas start ups. O americano, com ascendência asiática, iniciou sua carreira vendendo jóias, passou por várias empresas de tecnologia (inclusive sendo o evangelista-chefe da Apple nos primeiros anos da empresa), é consultor em centenas de empresas e autor de nove best-sellers.

Em sua apresentação na ExpoManagement 2011, realizada em São Paulo, Guy Kawasaki falou mais detalhes de como conseguir encantar clientes e o que realmente é necessário para transformar ideias em ação em 10 passos.

1 - Você deve criar significado no mundo

Para Guy, as empresas que visam somente o lucro financeiro são aquelas que geralmente fracassam. Portanto, o rumo das empresas de sucesso deve ser acompanhado de algum significado; tais companhias devem realmente querer fazer a diferença no mundo. Só assim é possível convencer as pessoas a comprarem algo e que elas continuem comprando.

2 - Ter um mantra

"O mantra deve ser o guia que mostra os principais objetivos que a empresa pretende seguir. Mas não estou falando das missões das empresas, que geralmente são muito longas e os funcionários logo esquecem. O ideal é que sejam no máximo três palavrinhas; algo que vá direto ao ponto e mostre o verdadeiro sentido da empresa existir", declara Guy Kawasaki.

E o empreendedor mostra alguns exemplos: "a Nike oferece um 'desempenho atlético autêntico'; a FedEx promete 'paz de espírito' e a Ebay quer 'democratizar o comércio'. Para que todos estejam unidos em torno do mesmo propósito é necessário identificar a razão de ser da empresa e de que maneira ela atende às pessoas.

3 - Pule as curvas

Pular as curvas, resumidamente, é ficar na busca para reinventar um mercado; fazer algo totalmente diferente. O empresário disse que nos tempos anteriores à refrigeração, a indústria do gelo era formada por gente que ia para as regiões de clima frio usando cavalos e trenós para colher o gelo durante os meses de inverno. Depois veio a era do 'Gelo 2.0' — surgiram fábricas que produziam gelo em qualquer lugar. Por fim, chegou-se à era do 'Gelo 3.0', com a geladeira caseira. "A verdadeira inovação aparece sempre que pulamos as curvas, e não quando nos esforçamos para melhorar 10% ou 15% de algo", destaca.

4 – Produtos únicos

Um dos passos fundamentais para encantar consumidores é possuir, antes de tudo, um excelente produto. Há basicamente alguns elementos fundamentais para o produto dar certo, segundo o Guy.

Ser inteligente – o produto deve trazer soluções para um problema. A Ford criou, por exemplo, o MyKey. Ele permite que seja programada a velocidade máxima que o carro pode alcançar. "Imagine se você comprou um Mustang e teve que emprestar o carro para seu filho adolescente. Você pode programá-lo para que o carro não pudesse ir a mais de 60 quilômetros por hora. Acho que essa é uma ideia realmente brilhante", vibra Guy.

Ser completo - grandes produtos têm uma totalidade da experiência, o que seria uma série de melhorias, suporte técnico, ou seja, todas as coisas boas. "Não é só um produto, é a totalidade da experiência" afirma.

Elegância – trata-se da interface e designer de um produto. "É aí que a Apple realmente brilha", confessa.

5 - "Don't worry, be crappy"

Guy explica que não devemos ter medo de lançar um produto inovador, mesmo se ele não estiver pronto. Ele relembra que os primeiros micros apresentados pela Apple não tinham dezenas de funções, mas ainda sim eram revolucionários. "Não se preocupe em produzir um produto perfeito. Isto não significa fazer um produto ruim, apenas que a inovação pode não conter elementos tão bons. [...]. No Vale do Silício é assim, a gente produz, vende e só depois testa", confessa.

6. Deixe 100 flores desflorarem

Parafraseando Mao, Kawasaki disse que não sabemos onde vai surgir uma flor. Devemos simplesmente permitir que ela brote. Ele explica que as inovações poderão atrair clientes inesperados e não necessariamente aqueles previstos no planejamento.

Ele explica que nesse momento as empresas se deparam com duas situações: perguntar para alguns por que não compraram o produto ou perguntar aos outros por que elas estão comprando.

E, para ele, a segunda opção é o melhor caminho. "É muito melhor satisfazer as pessoas que já gostam do que tentar convencer aquelas que não compraram". E os motivos são simples: "Mais vantagem dar razão para as pessoas gostarem mais ainda de seu produto. [...]. Quem não comprou continuará inventando desculpas para não comprar o produto", afirma o empreendedor.

7. Polarizar as pessoas

Não tenha medo de polarizar as pessoas, pois nenhum produto serve para todos os tipos de consumidores, de todas as idades e culturas diferentes. "As empresas sempre querem criar o produto perfeito para todo mundo, e, inevitavelmente, vão cair na mediocridade".

8 - Negação

"Ser um empreendedor significa viver em negação, pois a maiorias das pessoas acharão suas ideias absurdas. Não dê ouvidos a elas.", diz Guy. Para o empreendedor, as pessoas inovadoras devem ignorar o conselho dos consumidores e das pessoas que dizem para não inovar. Somente depois de lançar o produto, quando ele chega às mãos do cliente, é hora de começar a ouvir as pessoas para melhorá-lo.

9 - Siga a Regra 10/20/30

Guy Kawasaki relata que é importantíssimo ter uma boa apresentação do seu produto, serviço ou palestra. E ele segue sua regra 10/20/30. Ou seja, utilizar até 10 slides, restringir a fala em 20 minutos de apresentação e colocar o tamanho da fonte com o mínimo de 30 pontos. Ele ainda indica que é preciso customizar a introdução da apresentação dependendo do público para o qual você falará.

10 - Não deixe os "idiotas" desmotivarem você"

Não deixe as pessoas patetas e os estúpidos colocarem você para baixo e impedirem que tene fazer coisas inovadoras. Se o palhaço em questão for apenas uma pessoa medíocre, não há problemas. Mas se for alguém rico e famoso, as coisas podem se complicar, pois as pessoas tendem a presumir que se esse alguém se tornou rico e/ou famoso foi por causa de sua inteligência. Nunca pensam que apenas tiveram sorte na vida". No entanto, ele admitiu que bancou o idiota uma vez. Em meados dos anos 90, foi chamado para uma entrevista no Yahoo para o cargo de CEO. Não foi. Ele achava que a Internet era só mais uma atividade para o modem do computador. Achar as coisas na Web tinha um valor limitado, na sua opinião. "Pelos meus cálculos, essa decisão me custou US$ 2 bilhões".

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/o-manual-de-guy-kawasaki-para-ser-um-empreendedor-bem-sucedido/49557/

sábado, 26 de novembro de 2011

O empreendedor, o inovador e o pequeno empresário

Há um certo tempo, comecei a notar uma confusão generalizada entre os termos pequeno empresário, empreendedor e inovador. Parte da mídia e do meio acadêmico considera que os três elementos estão visceralmente ligados, sendo usados quase como sinônimos. Sim, há uma correlação entre as palavras, mas elas querem dizer coisas completamente diferentes. Usá-las sem critério pode ser perigoso por distorcer a realidade e gerar leituras míopes, que podem acabar balizando, erroneamente, as políticas públicas e privadas para o desenvolvimento das PMEs.


O Brasil tem cerca de 6 milhões de negócios de pequeno e médio porte. Eles somam 99% das empresas do país e, naturalmente, não podem ser classificados em uma única categoria. A maioria dos pequenos é formada por negócios comuns, que pouco têm de inovação. Está muito disseminada a imagem romântica do pequeno empresário que vai revolucionar a sociedade com um achado tecnológico. Mas poucos humanos são como Mark Zuckerberg, fundador do Facebook. A maior parte dos pequenos atua em setores mais tradicionais da economia, como varejo, serviços e indústria. A tecnologia não é sua atividade-fim. No fim do dia, eles só querem fechar o caixa com dinheiro suficiente para manter o negócio funcionando e gerar algum lucro.

Não é demérito nenhum ter um negócio que não seja tecnológico ou inovador. O Brasil tem um mercado interno gigantesco e comporta muitas novas empresas, apesar da concorrência pesada. Ter uma startup digital não é a única maneira de ter sucesso nos negócios (aliás, não é garantia nenhuma). Mas quem está antenado no mundo do empreendedorismo pode acabar induzido a esse raciocínio errado.

O que vejo em reportagens, trabalhos acadêmicos e até no discurso do presidente norte-americano Barack Obama é a falta de distinção entre o que é um empreendedor, um inovador e um pequeno empresário. Pesquisas de diversos institutos tratam de empreendedorismo e inovação como se fosse um tema sem nuances. Colocam todos os tipos de negócio no mesmo balaio e fazem ponderações generalistas. Os teóricos preconizam que o empreendedor é a pessoa que assume grandes riscos econômicos e cria produtos e negócios que tornam os anteriores obsoletos. Não vou discutir a semântica dos termos. Mas se só pudermos chamar de empreendedor aqueles que conseguiram dar algum salto de inovação, nosso número de empreendedores seria infinitamente menor.

Esse debate ainda estava nebuloso em minha cabeça, até que li trechos de um estudo feito pelos pesquisadores Erick Hurst e Benjamin Wild Pugsley, da Universidade de Chicago, uma das mais influentes do mundo no que se refere a estudos econômicos. No artigo O que as pequenas empresas fazem?, os estudiosos enfatizam a confusão entre os termos e concluem que a maior parte das pequenas empresas americanas não é composta por geeks tentando abrir uma startup no Vale do Silício, mas sim por proprietários de postos de gasolina e pequenos comércios, mais temerosos que desejosos pela inovação.

O objetivo do estudo era mostrar um erro fundamental na política do governo norte-americano para ajudar as pequenas empresas a ampliar o número de empregos no país. Para eles, a discussão é importante porque o estado está injetando milhões de dólares para beneficiar as pequenas empresas, com a esperança de que um efeito cascata de prosperidade surja com a manobra. Segundo os acadêmicos, a retórica de que os pequenos negócios são os mais inovadores peca por não diferenciar a natureza destas companhias, e o dinheiro pode estar sendo desperdiçado quando destinado a negócios que não têm condições nem pretensões de crescer e gerar mais empregos.

Para nós, a discussão é valida para acabar com a confusão. Não sou pretensioso a ponto de cravar qual seria a definição mais precisa para cada um dos termos. Sou capaz, porém, de fazer algumas inferências. Muitas pequenas empresas são inovadoras, mas nem todas precisam inovar. Quem luta para abrir um negócio no Brasil e vence todas as dificuldades certamente é um empreendedor. Mas não é, necessariamente, um inovador. Quando ler uma reportagem com informações relevantes sobre empreendedorismo e inovação, o dono do negócio deve se perguntar: sobre qual tipo de empresas estão falando? São negócios tecnológicos ou não? Será que eu me encaixo nesse tema?

Não estou aconselhando ninguém a não inovar. Nem estou dizendo que as pesquisas sobre empreendedorismo estão erradas. Só busco lentes que tragam mais clareza para a situação. Uma preocupação minha é com os donos de negócios considerados comuns, para que não se sintam diminuídos se não se identificarem com os perfis empreendedores exaltados na mídia e nos estudos acadêmicos. Há muitos tipos de negócio. Embora alguns sejam mais cativantes no momento, todos são importantes. Outro ponto é levar a discussão aos leitores. Não é necessário um pouco mais de precisão para tratar desses assuntos?

Fonte: Papo Empreendedor.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

6 maneiras de competir por valor com os seus concorrentes

1. Ofereça mais benefícios por um custo menor para os seus clientes;

2. Crie um diferencial exclusivo do seu produto/serviço;

3. Mostre o que o seu produto/serviço pode fazer pelo cliente no futuro, ele precisa sentir-se motivado para comprar de você;

4. Dê ao cliente mobilidade e flexibilidade. Ofereça as informações, as habilidades e as ferramentas para ele assumir o controle do seu produto/serviço;

5. Procure saber o que motiva os seus clientes a fazerem negócios com você e com seus concorrentes. Descubra o que eles valorizam e quais os benefícios são mais importantes.

6. Aprenda a vender tempo, atenda com mais agilidade, os clientes querem contratar você mais rapidamente sem perder a qualidade, é óbvio.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Transformando ideias em lucro: qual o segredo das companhias de sucesso?

Diversas empresas, entre as quais muitas líderes de mercado, acomodam-se em antigos processos, certas de que "em time que está ganhando não se mexe". As melhores soluções de ontem, porém, podem não ser as de amanhã.


Por conta da acirrada concorrência global, as empresas precisam ser cada vez mais ágeis para fomentar seu crescimento e manter um sucesso duradouro. Diante desse cenário, a habilidade das organizações em inovar é essencial para um crescimento sustentável. A relação entre inovação e sucesso dos negócios não é novidade. Porém, uma abordagem pragmática sobre o tema, que vá além de um mero discurso de conceitos vazios, torna-se, a cada dia, mais imperativa.

Do ponto de vista prático, há dois grandes problemas enfrentados pelas organizações que buscam instituir a inovação como uma ferramenta estratégica em seus negócios: como transformar ideias tidas como "brilhantes" em resultados mensuráveis, convertendo criatividade em lucro, e como transformar o estímulo à inovação em um modus operandi em toda a empresa.

Diversas companhias, entre as quais muitas líderes de mercado, acomodam-se em antigos processos, certas de que "em time que está ganhando não se mexe". As melhores soluções de ontem, porém, podem não ser as de amanhã. Em um mercado cada vez mais acirrado, inovar configura-se praticamente como uma questão de sobrevivência. Inovação por si só, entretanto, não garante a liderança de mercado. Propostas inovadoras, que deveriam contribuir com o desenvolvimento dos negócios, muitas vezes acabam morrendo, numa espécie de "momento eureca" isolado.

Por isso, é preciso saber inovar, encarando o processo criativo como uma questão estratégica. Criatividade também requer planejamento, gerenciamento, controle e, sobretudo, financiamento. Só assim é possível transformar novas ideias em lucro. Em diversos países, o setor governamental também pode estimular o empreendedorismo e a inovação com redução de impostos para atividades de pesquisa e desenvolvimento, proteção da propriedade intelectual e processos de patentes mais simplificados.
Criatividade e inovação há dois grandes problemas enfrentados pelas organizações que buscam instituir a inovação como uma ferramenta estratégica em seus negócios: como transformar ideias tidas como "brilhantes" em resultados mensuráveis e como transformar o estímulo à inovação em um modus operandi em toda a empresa.
Mas quebrar velhos padrões de comportamento e inovar dentro de uma instituição não é fácil, sobretudo se ela for uma grande corporação. São poucas as empresas que vão além das soluções mais comuns, e a maioria centraliza o processo criativo apenas em seus líderes ou proprietários. Ou seja, pouco ou nada se faz para a institucionalização de processos inovadores ao longo de toda a estrutura corporativa.

O problema se agrava à medida que o tamanho das corporações aumenta. As grandes organizações crescem e ficam cada vez mais complexas, tornando ainda mais difícil a geração de novas ideias. É natural: grandes e sólidas corporações tendem a reforçar aspectos nos quais já tiveram sucesso no passado e, após tantos investimentos, pode ser difícil identificar novas oportunidades. Com suas estruturas mais rígidas, as grandes empresas devem estar atentas para não frustrar o "espírito" empreendedor.

Por outro lado, as pequenas e médias empresas vêm se mostrando globalmente mais abertas a novas ideias e têm apostado com mais força em inovações que não sejam apenas incrementais. Por isso, o segmento de middle market é um grande catalisador de inovações, oportunidades e novos mercados.

Em ambos os casos, a forma de se estimular a inovação também precisa ser renovada – principalmente nos países americanos. Pesquisa realizada pela Ernst & Young sobre empreendedorismo e inovação mostrou que, nos países do continente americano, a maioria aposta apenas na contratação de pessoas criativas. Em outras regiões, como Ásia, Europa, Oriente Médio, Índia e África, as empresas preferem desenvolver alianças com novos parceiros ou deslocar uma parte da equipe com foco em inovação. Outras soluções citadas pelo estudo são oferecer recompensa financeira como incentivo à criatividade e trabalhar com agências e firmas especializadas em inovação.

Destarte, cada vez mais, torna-se imperativo descentralizar o processo criativo e fazer com que ele alcance toda a instituição e os mercados regionais, não ficando estanque, por exemplo, apenas nos setores de pesquisa e desenvolvimento. A melhor maneira de uma empresa incentivar o pensamento criativo é investir em seus próprios colaboradores. Incentivar as pessoas a explorar ideias que envolvam riscos e recompensas, mas com a segurança e o apoio de uma estrutura mais ampla e bem estabelecida, é a essência do que significa ser um empreendedor.

Inovação e empreendedorismo dentro das organizações não deve ser um ato de altruísmo, mas uma sólida estratégia de negócios – algo vital ao sucesso da companhia. Um processo criativo conectado ao lucro colabora para que a empresa sustente sua trajetória de crescimento, mantenha vantagem competitiva e garanta seu próprio futuro.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/transformando-ideias-em-lucro-qual-o-segredo-das-companhias-de-sucesso/49012/

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Uma pequena fábula sobre como empreendedores percebem oportunidades

A história do americano Jim Poss pode ser um exemplo de como nascem as boas ideias. Residente de Boston, ele chamou a atenção de estudiosos de uma universidade situada na sua cidade, nada mais nada menos que a prestigiosa Harvard University. Poss é o fundador da BigBelly Solar, uma empresa que faturou US$ 4 milhões produzindo compactadores de lixo movidos a energia solar. A tecnologia bombou - ele já vendeu seu produto a empresas e cidades de 30 estados americanos e 17 países. Agora Poss está colhendo os frutos de sua inovação e figura entre os empreendedores sociais mais proeminentes dos Estados Unidos. Mais que seu sucesso, porém, o que ele gosta de celebrar é a trajetória percorrida entre a concepção da ideia e a transformação em um produto.


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Em um dia de 2003, Poss andava pelas ruas de Boston quando notou um caminhão de lixo bloqueando o tráfego. Espalhando detritos pelo chão e soltando fumaça como um fumante de charuto, o veículo não era um exemplo de eficiência e sustentabilidade ambiental. Intrigado com o que vira, Poss estudou melhor o problema. Descobriu que os caminhões de lixo consumiam mais de 3,5 bilhões de litros de diesel por ano nos EUA. Pior ainda, só rodavam cinco quilômetros com um galão de combustível, o equivalente a 3,7 litros. Na época, havia um debate entre os municípios sobre a viabilidade de adquirir veículos mais eficientes e traçar rotas de coleta mais inteligentes.

Não era a melhor opção, na visão de Poss. Mais viável e barato que organizar um processo de coleta mais eficiente, por que não reduzir a frequência das viagens? Se as lixeiras comportassem mais lixo, não precisariam ser esvaziadas tão constantemente. Se o lixo não precisasse ser coletado tão frequentemente, os custos e a poluição seriam reduzidos. E, se as lixeiras não transbordassem, não haveria muitos detritos nas ruas.

Ele levou a discussão para um grupo de amigos interessados em causas sociais. O debate engrossou e choveram sugestões. As ideias, somadas à experiência prévia de Poss com tecnologias solares, resultaram na criação da lixeira com compactador, capaz de armazenar cinco vezes mais lixo que as convencionais. Com a invenção, a frequência das coletas caiu, e os custos e as emissões diminuíram cerca de 80%.

Jim Poss usou três práticas comuns a empreendedores de sucesso, afirmam os estudiosos H. James Wilson, Danna Greenberg, and Kate McKone-Sweet. Eles estudaram 1.500 empresas, atrás de padrões para identificar o nascimento de boas ideias. Confira abaixo as descobertas.

Contar com conhecimento próprio e social. Empreendedores criam oportunidades dentro do contexto de quem são, do que sabem e de quem conhecem. Poss começou com um problema percebido por ele em sua vida cotidiana. Ele aplicou seus conhecimentos prévios e conectou as ideias com seus pares. É uma trajetória de inovação consagrada.

Usar cognição ambidestra. O que os pesquisadores querem dizer é que Poss foi capaz de oscilar entre a previsão e a criação no que diz respeito a seus pensamentos e ações. A previsão é baseada na análise usando informações disponíveis, que funciona melhor em condições com baixos níveis de incerteza. Já a criação se refere ao esforço para gerar informações que não existem ou não estão acessíveis. Poss usou a previsão quando analisou as informações financeiras e operacionais sobre o consumo de combustível pelos caminhões. Quando as informações não estavam disponíveis, ele as criou por meio de conversas e protótipos.

Em um esforço consciente, uma dessas maneiras de pensar pode ser usada para informar e ampliar a outra, com abordagens complementares. Ao intercalar previsão e criação, os empreendedores são capazes de criar mais valor do que usando apenas uma das formas de pensar.

Considerar simultaneamente valores sociais, ambientais e econômicos. Essa visão holística é capaz de analisar todo o escopo de impactos que os empreendedores precisam levar em consideração. Poss foi capaz de considerar, simultaneamente, os benefícios para os clientes (redução de custos para os municípios) e o impacto ambiental (menos emissões de poluentes) sem desprezar a busca pelo lucro ou privilegiar um aspecto mais que o outro.

Fonte: Papo Empreendedor.

domingo, 13 de novembro de 2011

10 erros que as empresas jovens cometem

Quando um negócio recém-criado começa finalmente a deslanchar, a ideia de que ele já deu certo é uma conclusão bastante atraente e confortável. Mas é um erro. Apenas mais um dos vários erros que os líderes de negócios nascentes e em ascensão costumam cometer.

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Tanto a criação de uma empresa quanto os primeiros momentos rumo ao seu sucesso exigem uma série de cuidados e, mais do que isso, uma tranquila e despretensiosa humildade, o que inclui desde compartilhar as decisões com as pessoas ao seu redor até a simples atitude de admitir um erro.

O consultor especializado em startups Martin Zwilling, colunista do site da revista Forbes, preparou para a publicação um guia com os 10 erros mais comuns que nota entre as centenas de jovens empresas que já assessorou. Veja as dicas dele:

1. Esperar que a companhia cresça antes de formalizá-la. A dica foi dada em uma publicação norte-americana, o que mostra que não é só no Brasil que a formalização é um problema entre negócios iniciantes. E, mais do que isso, uma solução que deve ser garantida também. Nos Estados Unidos, ressalta Zwilling, o principal entrave está no embaralho legal e financeiro entre decidir se o registro, de início, deve ser feito como uma sociedade anônima ou uma companhia limitada. No Brasil, passa pela burocracia e a carga tributária que vêm junto com a regularização. Ainda assim, as indicações são as mesmas: a regularização é o primeiro passo a mostrar a todos que você é sério. O processo de formalização também força o empresário a registrar um nome para o empreendimento, e lhe garante uma série de seguranças legais, como a de propriedade intelectual.

2. Confiar em acordos informais. É mais ou menos o que os dois colegas de faculdade Mark Zuckeberg e Eduardo Saverin fizeram quando, ainda estudantes de Harvard, lançaram o Facebook: deixar para depois a parte de contratos formais. O resultado – um longo processo de Saverin contra Zuckeberg, exigindo mais tarde sua participação nos ganhos da companhia –, é mais comum do que se imagina. Esse problema pode e deve ser evitado com a formalização dos contratos e a definição da participação de cada sócio logo no início da empresa.

3. Contratar rapidamente, demitir devagar. Um erro comum entre as jovens companhias de crescimento rápido é sair desesperada e estabanadamente atrás de novos funcionários. Isso, no entanto, não raramente desemboca em outro problema comum: a baixa produtividade desse funcionário, e a dificuldade em mandá-lo embora depois. Para evitar isso, em primeiro lugar, é necessário contratar bem: a lição de casa passa por uma descrição clara do que a vaga exige e uma boa pesquisa acerca dos candidatos antes de pular direto para as entrevistas. Se isso não for bem-feito, a probabilidade de o novo funcionário não ser exatamente o que a empresa precisa e, assim, ter um baixo rendimento é grande; o que implica custos mais altos para mantê-lo.

4. Contratar pessoas que gostam de você. Ser bajulado é bem legal, mas não necessariamente paga as contas. Alguns executivos têm essa ideia de misturar negócios com diversão e levar relacionamentos pessoais para dentro do escritório. Mas vale ter como regra antes escolher os seus empregados antes por critérios profissionais do que por amizade.

5. Subestimar as necessidades financeiras. Refaça mais de uma vez as contas de quanto dinheiro será necessário para fundar e dar os primeiros passos de seu negócio. Você pode ficar surpreso, depois, com a quantidade de detalhes que esqueceu e com a rapidez com que o dinheiro escorre. Um fluxo de caixa defasado é um erro grande, e que pode não ser recuperável. Em caso como esses, em que o cobertor fica mais curto do que o frio que se calculou, há sempre a possibilidade de pegar empréstimos para cobrir o rombo, mas eles muito provavelmente serão caros também. O melhor mesmo é planejar de forma a não precisar deles.

6. Deixar que os contadores cuidem dos gastos. Diversos empresários julgam que a prioridade, no início de um negócio, é zelar pelos produtos e pelos clientes. Na verdade, a tarefa mais importante é ter todos os gastos na ponta do lápis e reduzi-los ao máximo até que o negócio tenha de fato deslanchado. Não delegue essa tarefa a ninguém. O trunfo é fazer um orçamento apertado e conseguir ainda gastar menos do que ele prevê. O resultado de um orçamento estourado não afeta apenas o crescimento da empresa, mas também a credibilidade com fornecedores, clientes e possíveis investidores.

7. Tomar as decisões sozinho. Ao mesmo tempo em que é importante ter o controle de tudo o que está acontecendo, é necessário também saber dosar a centralização. Deixar a cargo de si mesmo todas as decisões é um grande e recorrente erro. Para uma empresa crescer, a equipe se verá obrigada a crescer também, e, com isso, as decisões deverão naturalmente se pulverizar. Um empreendimento inteligente contrata tomadores de decisão, e não meros funcionários. É bom ter, inclusive, uma pessoa com afinidade, mas também com contrapontos a suas ideias, desde a concepção do projeto, com quem possa compartilhá-lo. Resista à tentação de fazer as coisas sozinho e apenas ao seu modo.

8. Definir uma estratégia congelada. Admita que o seu plano inicial pode dar errado. A maioria das startups acaba, alguma hora, tendo que refinar e rever suas estratégias de mercado em vários momentos. Então esteja alerta e seja flexível – inclusive porque há uma série de fatores externos que podem surgir sem licença; seja uma recessão econômica, um novo competidor ou uma mudança súbita de mercado. Uma sugestão é agendar reuniões mensais para rediscutir frequentemente o plano de estratégia. E não deixe também de manter a equipe informada sobre as mudanças, já que a falta disso pode parecer desorganização e falta de metas.

9. Deixar que as crises diárias tirem-no do negócio central. Saber distinguir as tarefas mais importantes e se concentrar nelas exige prática e esforço. Por “mais importante”, entenda: acompanhar o mercado, o atendimento aos clientes, a contenção de custos e a batalha com os competidores. É importante saber também os momentos de delegar tarefas, dialogar com a equipe e mesmo de descansar. Se você se deixar levar pelos pequenos problemas diários, perderá as prioridades do foco. Trabalhar individualmente e centralizar todas as tarefas é uma boa medida naquela fase bem inicial, em que o projeto ainda está sendo criado e erguido, e em que o fundador inevitavelmente se torna sua principal peça. Mas essa centralização deve evoluir aos poucos para uma forma mais coletiva de se pensar

10. Ignorar os erros. O maior erro dos donos de jovens negócios é deixar de aprender com os erros – os dos outros e os próprios. As pessoas mais sábias admitem logo que erraram e mudam imediatamente o foco de culpar a situação para aprender com ela. A verdade é que o erro é uma parte inevitável de qualquer negócio de sucesso. Frente a isso, a melhor coisa a fazer é torná-los aliados e aprender com eles. O único equívoco imperdoável é repetir os mesmos erros. A grande conclusão, por fim, é que tentar e não dar certo é melhor do que não tentar. E, para que um negócio cresça e tenha sucesso, não tentar não é uma opção.

Fonte: Papo Empreendedor.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

7 dicas para quem quer se tornar um bom empreendedor

Um bom empreendedor precisa ter iniciativa para criar um novo modelo de negócio, já que o empreendedorismo é uma característica do administrador que tem com objetivo o sucesso.


Cada vez mais pessoas estão concretizando o sonho do próprio negócio. Em 2010, foram constituídas 1.370.464 empresas, o que revela um crescimento de 101% em relação a 2009, segundo dados do Departamento Nacional de Registros do Comércio (DNRC) da Secretaria de Comércio e Serviços (SCS) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

No entanto, apesar desse crescimento no número de negócios próprios, nem todas as pessoas sabem o que é preciso para se tornarem boas empreendedoras e, assim, se manterem no mercado. Não adianta, por exemplo, a vontade de trabalhar sem que se saiba usar a criatividade, ou disciplina na execução de tarefas sem um bom diálogo com os funcionários.

Para o empresário Rogimar Rios, "um bom empreendedor precisa ter iniciativa para criar um novo modelo de negócio, já que o empreendedorismo é uma característica do administrador que tem com objetivo o sucesso".

Além disso, o empresário dá outras dicas para quem quer se tornar um bom empreendedor. Confira:

1. Saiba lidar com personalidades desafiadoras. Ouça-as com o coração e com os olhos, não somente com os ouvidos.

2. Tenha determinação e disciplina. Anote idéias e faça seu planejamento com dia, hora e local em que tudo deverá acontecer.

3. Seja inteligente, saiba usar o seu pensamento a seu favor. Seus pensamentos determinam a sua freqüência e seus sentimentos lhe dizem imediatamente em que freqüência você está. Quando se sente mal, você está na freqüência que atrai coisas ruins, prejudicando o alcance de suas metas.

4. Tenha meta e siga um método. Quando uma pessoa tem os dois, ela rompe barreiras.

5. Tenha fé, mas não deixe de agir para modificar a realidade. Vá do pensamento à ação.

6. Empreendedor deve encontrar, avaliar e desenvolver a oportunidade de criar algo novo.

7. Tire proveito do fracasso. Saiba usar a experiência sem sucesso em aprendizado.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/7-dicas-para-quem-quer-se-tornar-um-bom-empreendedor/48638/