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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Estresse no Final do Ano: problema para o funcionário e para a empresa

O final do ano se aproxima. Nessa época em que o 13º cai na conta e acontecem as confraternizações entre amigos e familiares, é quando as pessoas estão mais felizes, certo? Errado! Pesquisas recentes indicam que 70% dos trabalhadores brasileiros tendem a ficar mais estressados no final do ano. O motivo desse resultado são as temidas metas e balanços do fim de ano das empresas. Esse é o período de avaliar o que está faltando para bater as metas e, claro, correr atrás para fechar o ano positivamente.

O estresse ocupacional, no mundo inteiro, gera custos astronômicos para as companhias. No Canadá, a conta anual passa de U$ 14,4 bilhões (2001); na Europa, 20 bilhões de euros (2005); nos EUA, U$ 300 bilhões (segundo o American Institute of Stress, 2004). Bilhões de prejuízo, de recursos utilizados para correção de problemas e de baixa produtividade. Ou seja, impacto econômico, de desenvolvimento, financeiro, social e humano. Na média, 30% são custos médicos e 70% custos de efeitos na produtividade. No Brasil, estima-se que os custos estejam em torno de 3,5% do PIB.

“O estresse ocupacional é assunto sério, principalmente por tratar de seres humanos, de produtividade e custos para as empresas e de impactos na sociedade. Os chamados fatores estressores são muitos: trabalhos noturnos, carga excessiva de trabalho, longas jornadas, excesso de responsabilidades, excesso de demandas de trabalhos repetitivos, falta de igualdade, hierarquia rígida, repressora ou autoritária, relações tensas, falta de autonomia, conflito de papéis, políticas e valores que podem ser discriminatórios ou confusos e muitos outros”, afirma Daniele Kallas, diretora de projetos e promoção de saúde da CGP Brasil.

Por isso, as empresas cada vez mais buscam soluções para reduzir o famoso estresse de fim de ano dos seus funcionários. “As empresas, hoje, precisam estar atentas à saúde dos seus funcionários e, muito além disso, oferecer condições para que o estresse não tome conta da sua vida pessoal e profissional”, comenta Daniele que completa: “Por meio de programas de anti-estresse, podemos contemplar o incentivo à pratica de atividades físicas, práticas meditativas, exercícios de respiração e de relaxamento que de fato amenizam esse estresse”.

O quadro é sério, real e crescente. Com a globalização, o mercado cada vez mais competitivo e a era da informação, as empresas tem que produzir mais, dar mais retorno, com mais agilidade, mais inovações. A pressão é automaticamente passada para os trabalhadores. Começa então a espiral ascendente de desgaste, ônus para a saúde, custos humanos, empresariais e sociais. “A manutenção de uma política de recursos humanos que valorize o desenvolvimento humano de maneira continuada é um excelente caminho, não apenas em relação ao estresse de final de ano. Também é de muito valor o treinamento e preparação de lideranças capazes de cuidar de pessoas e não somente de cobrar metas e desempenho. Investir em programas de prevenção que assegurem ao máximo o retorno sobre os investimentos em saúde e bem estar dos funcionários”, finaliza Daniele.

Fonte: http://www.salariobr.com.br/Artigos/Estresse-no-Final-do-Ano-problema-para-o-funcionario-e-para-a-empresa/3660

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Não espere, conquiste a sua promoção.

É natural: todo profissional que almeja evoluir em sua carreira, alcançando melhores resultados e ganhando salário cada vez maiores, busca ser observado pela chefia imediata e eventualmente promovido.

Mas engana-se quem pensa que esse caminho depende apenas de fatores externos (conjuntura econômica, momento da empresa, empatia dos pares e dos chefes etc.). Especialistas em gestão de carreiras são unânimes em dizer: uma promoção nunca é “ganha”, mas “conquistada”. É preciso fazer por merecer.


E, contrariando mais um monte de “achismos” por aí, “fazer por merecer” na carreira não diz respeito apenas a habilidades técnicas e conhecimento acadêmico. Aspectos comportamentais são essenciais. Por isso, vale atentar para os cinco pontos a seguir. Eis as posturas que podem atrasar (e muito) a sua promoção profissional:


1. Não “vestir a camisa” da empresa: uma promoção só virá para aquele tipo de profissional comprometido.


2. Parar de aprender: umas das formas de demonstrar empenho e comprometimento é buscar o aperfeiçoamento constante.


3. Deixar de assumir tarefas por “não ser pago para isso”: determinada atividade pode até não fazer parte do seu “job description”, mas se você realizá-la mesmo assim mostrará que está preparado para um cargo de chefia.


4. Não saber se comportar durante reuniões e eventos: ser excessivamente tímido e ficar com cara fechada em reuniões e eventos faz com que a chefia não identifique os seus potenciais.


5. Conhecer apenas a linguagem técnica: avançar na carreira significa estar cada vez mais preparado para cargos de liderança e gestão de pessoas. Se você se ativer apenas ao conteúdo técnico, não conseguirá evoluir da maneira que deseja.


Fonte: salariobr.com

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Você é otimista? Treine-se para isso

Todo começo de ano é comum ouvir (e ler) notícias que dizem que comerciantes estão otimistas em relação ao futuro, que determinado setor está mais confiante etc. Ver as situações por um lado positivo realmente pode ser melhor para sua vida pessoal – e também para os negócios, por que não?


Uma pesquisa recente realizada por cientistas do Instituto U.S. Army de Pesquisa de Comportamento e Ciências Sociais, em Arlington, nos Estados Unidos, relacionou 14 traços de personalidade de um grupo de 147 empreendedores de pequenos negócios e o sucesso que eles alcançaram com suas empresas. Os quatro traços essenciais foram: foco no objetivo, relacionamento social (o famoso networking), resiliência emocional e ritmo de trabalho. Além disso, o estudo apontou que três características são fundamentais para a satisfação pessoal com o negócio. Qual é a primeira delas? O otimismo, que foi seguido pelo controle do negócio e pelo ritmo de trabalho. Juntos, esses três pontos representaram 29% do grau de satisfação.
Se você não é otimista por natureza, prestar atenção a alguns pontos essenciais pode ajudar a ver a vida de outra forma – e até ter mais sucesso em seus negócios. As duas dicas abaixo foram dadas por Jason Selk, autor do best-seller Executive Thoughness – The Mental-Training Program to Increase Your Leadership Performance (Perseverança executiva – O programa de treinamento mental para aumentar sua performance de liderança, em tradução livre), para a revista Inc:
1. Pense menos nos problemas e mais nas soluções
A natureza humana é dar mais atenção ao que pode ser perigoso e representar um problema. Provavelmente, segundo Selk, isso vem de nosso mecanismo de defesa, aguçado desde os tempos mais remotos. Por isso é importante fazer uma escolha consciente de mudança. A dica de Selk é perguntar a si mesmo sempre que houver um problema: o que posso fazer de forma diferente para melhorar esta situação? Isso vai fazer com que sua mente se foque em resolver o problema em vez de se preocupar com eles. Tente fazer isso rapidamente quando o problema surgir.
2. Treine sua mente
Muita gente se sente mais confiante quando recebe o estímulo de outras pessoas. Uma opção pode ser imaginar alguém em que você confia muito ou em quem se inspira e tentar se colocar no lugar dela. O que fulano faria nessa situação? Como ele pensaria? De que forma agiria? Isso tende a deixá-lo mais otimista.
Fonte: http://www.papodeempreendedor.com.br/index.html%3Fp=6801.html

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

6 dicas para se tornar mais produtivo

Há dias em que você não consegue produzir direito. Isso é um fato e nem adianta negar. Então, reconhecer isso pode ajudá-lo a se tornar mais produtivo. Às vezes você está mais disperso, dormiu mal na noite anterior, insiste em fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo. Algumas atitudes simples podem ajudá-lo a se manter mais focado. Veja a seguir seis dicas que Ed Powers, líder de investimentos do Bank of America Merrill Lynch, deu à revista Inc.


1. Comece pelas coisas que você não gosta de fazer. Um dos pontos que costuma prejudicar a produtividade é adiar tarefas e decisões difíceis. “Certa vez trabalhei com uma mulher que me sugeriu retornar as ligações mais desafiadoras logo pela manhã”, diz Powers. Segundo ele, algumas tarefas exigem que a mente esteja limpa e longe de distrações, o que acontece mais no período da manhã. Isso vai tornar seu dia melhor.
2. Não seja escravo de sua caixa de entrada. Você certamente se conhece o suficiente para saber que ao responder a todos os e-mails e às mensagens de texto (e vamos incluir tuítes, publicações no Facebook etc?) o mais rápido possível você se dispersa num piscar de olhos do que deveria fazer naquele momento. Reunir várias mensagens para responder de uma vez – e um tempo depois que elas chegam – pode ser bom para fazê-lo pensar no que quer dizer exatamente, sem precipitações.
3. Fale diretamente com outras pessoas. Às vezes, tratar assuntos por e-mail aumenta sua produtividade. Mas se a situação se tornar um pingue-pongue de mensagens, o melhor a fazer é conversar com o outro pessoalmente ou por telefone. Não vale a pena atrasar uma decisão de que você não quer tomar.
4. Bloqueie as distrações. Quando você precisa fazer algo que realmente demanda sua atenção, torne-se monotarefa. Ser multitarefa nesses momentos só atrapalha. Com certeza você vai terminar sua atividade antes. Com foco, você será capaz de concluir a tarefa com mais qualidade e rapidez. Se você é do time dos que se orgulham de ser multitarefa, encare essa dica como ser um multitarefa em série, com uma tarefa concluída após a outra – e não com todas em execução ao mesmo tempo.
5. É preciso começar. A inércia é uma força poderosa, até menos no ambiente de trabalho. Nada vai ficar pronto sem que você comece. O que parece ser algo inatingível ou uma tarefa monstro pode se tornar mais simples se for dividido em partes. Além disso, você se sentirá melhor depois de dar um jeito nesses desafios maiores.
6. Reflita sobre como você faz as coisas. Conhecer a si mesmo é uma ferramenta importante. Você realmente vai ler um relatório enorme durante uma viagem a trabalho? Vai passar a noite acordado por isso? Vai se cansar e começar a assistir a algum filme ruim no avião? Então deixe o relatório de lado e deixe para pensar nele depois de umas horas de sono – com a mente mais descansada.
Fonte: Papo de Empreendedor.

sábado, 25 de outubro de 2014

Conheça os 6 perfis de líderes

Coercivo, empreendedor, apoiador, democrático, pacesetting ou coaching? Transitar entre os perfis é a chave do sucesso da liderança.

Um líder inspirador não é definido somente pelas competências que possui, além de ser comunicador, agente de mudanças, administrador e estrategista, é ele quem influencia diretamente no clima organizacional da empresa. Para Paulo Ferretti, Gerente de Desenvolvimento do Grupo Kronberg, empresa especialista em desenvolvimento de líderes e profissionais da linha de frente, assessment e coaching, ter o perfil adequado para cada situação do dia a dia é a resposta para ter profissionais estimulados e eficiência nos processos da organização.

“É preciso que o líder transite entre os seis perfis de acordo com a situação. Se o momento precisar de mais pulso, é a hora de dosar, assim como é preciso saber a hora de ser participativo, integrador e democrático. Aí está a chave do sucesso de uma liderança que inspira os colaboradores”, explica Ferretti.

Aprenda a identificar os seis tipos de líderes:

1 - Coercivo. Tem a reputação de ser o agente de mudanças com uma orientação voltada a cortes de pessoal sem critérios claros. É propenso a criticar sem avaliar, utiliza tom de voz alto em frente a todos, os colaboradores podem se sentir desrespeitados e cria um clima de medo. Ideal quando a empresa precisa tomar medidas drásticas, mas funciona por um curto período de tempo.

2 - Empreendedor. Tem paixão pelo que faz, vê oportunidade onde outros veriam problemas, é visionário, tem entusiasmo e visão clara. Esse líder também estipula padrões aceitáveis, motiva e maximiza o compromisso com as metas organizacionais. Além dessas características, também costuma dar feedback e dá espaço para a criação individual. Este estilo funciona bem em quase todas as situações. É particularmente eficaz quando um negócio está meio perdido, no limbo, precisando de uma visão inovadora.

3 - Apoiador. Prioriza as pessoas, cria um ambiente harmonioso, possui natureza empática e resolve desentendimentos na equipe. Esse perfil é ideal quando há necessidade de construir o espírito de equipe com harmonia, melhorar o moral, a comunicação, ou reparar a confiança perdida.

4 - Democrático. Tem o hábito de ser bom ouvinte, por isso toma suas decisões de forma coletiva deixando seus colaboradores participarem de suas decisões, o que o torna flexível. Confiança, respeito e compromisso são suas premissas. Ideal para momentos em que se precisa de novas ideias e trazer a equipe e empresa para ser parte do processo decisório.

5 - Pacesetting. É aquele que exigem muito de todos, principalmente dos profissionais de baixa performance, gosta de tudo bem feito em um curto espaço de tempo, e nem sempre possui uma boa comunicação com sua equipe. É obsessivo em fazer sempre o melhor e comumente chamado para esclarecer questões técnicas. Em longo prazo este perfil torna o clima organizacional ruim e os resultados não aparecem. É eficaz para a produção de trabalhos pontuais que exijam alta performance e expertise.

6 - Coaching. Delega com facilidade e é o campeão em dar feedback. Ajuda os colaboradores a identificarem seus pontos fortes e fracos os relacionando às aspirações pessoais e profissionais, além de delegar tarefas desafiadoras. Ideal para desenvolvimento de profissionais, auto-confiança e propicia inovações da equipe.


Fonte: Grupo Kronberg - www.administradores.com.br.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Como estão suas competências comportamentais?

A bagagem de competências técnicas que o profissional traz, tem um grande peso quando, por exemplo, se está diante de um processo de seleção. No entanto, depois que a contratação é realizada a empresa, através da liderança, passa a observar se o talento possui ou não determinadas competências comportamentais pertinentes à função e à própria cultura organizacional. Faça uma reflexão a partir dos tópicos abaixo e avalie como estão suas competências comportamentais.

1 - Espírito de equipe - Você se mostra disposto a atuar em conjunto com os demais colegas de trabalho naturalmente ou isso é uma tarefa que o incomoda? Dividir o conhecimento, sua experiência com terceiros repassa sentimentos de ameaça ao que você conquistou ao longo dos anos ou essa é uma rica oportunidade para seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional? Lembre-se que ter espírito de equipe é fundamental para se conquistar novos horizontes e superar desafios diários.

2 - Comunicação interpessoal - Quem atua no ambiente organizacional sabe o quanto é valioso manter um bom canal de comunicação com todos os profissionais, sejam esses integrantes da equipe ou de outros setores. Isso remete a uma reflexão rápida: você está conseguindo fazer entender-se corretamente e se mantém aberto a ouvir as pessoas do seu convívio? Existe algum fator que atrapalhe a sua comunicação com os demais ou, então, não permite que os demais o compreendam como você deseja. Em que parte do processo está ocorrendo o problema?

3 - Equilíbrio emocional - Cada vez mais, as pessoas convivem com situações de tensão como conflitos e momentos de grande volume de trabalho. Isso leva a maioria dos profissionais a terem que lidar com a inteligência emocional, caso contrário poderão contribuir com fatores conflitantes ou, ainda, tomarem decisões precipitadas que tornem o momento de crise muito mais intenso. Isso não significa que as pessoas devam podar suas emoções, pelo contrário. Mas, administrar as emoções é sem dúvida alguma um diferencial comportamental que as empresas buscam constantemente nos talentos que contratam.

4 - Administração do tempo - Ao final do dia, é comum ouvirmos as pessoas fazerem comentários do tipo: "O tempo voou e não fiz quase nada!"; "Queria que o dia tivesse 48 horas para fazer tudo o que preciso". Quando não se consegue administrar o tempo que lhe é oferecido, o profissional acumula atividades que se transformam numa "bola de neve" que só tende a aumentar. É preciso dar prioridades às atividades mais relevantes, marcar as datas de entrega dos trabalhos, bem como reservar algum tempo para recarregar a mente, relaxar um pouco. Isso pode parecer uma "missão impossível" para muitos profissionais, mas é necessária porque todos precisam de um momento para cuidar de si.

5 - Espírito de Liderança - Existem especialistas que afirma que o espírito de liderança nasce com o indivíduo. Contudo, o dia a dia faz com que muitos profissionais despertem o interesse em, um dia, tornarem-se líderes. Essa vontade pode ser despertada, por exemplo, quando gestor da equipe não se faz presente em determinado momento e a equipe precise de alguém que segure o "leme" e dê um norte para solucionar determinado fato. Passada a tensão, o profissional que conseguiu dar suporte aos demais colegas vê que ele tem potencial e que precisa investir um pouco mais no seu desenvolvimento. Por isso, nunca imagine que não é capaz de lidar com determinado fato. Antes de se autoavaliar, espere que um fato relevante ocorra e veja como você reage.

6 - Capacidade de dar e receber feedback - Esse é um dos processos mais delicados que envolvem a Gestão de Pessoas, pois mexe exatamente com a chamada zona de conforto e, muitas vezes, com o orgulho dos profissionais. Geralmente, o líder é o responsável por dar o feedback direto aos seus liderados. Além de precisar de uma capacitação para realizar essa atividade, tanto o gestor quanto quem recebe o feedback precisam saber escutar e serem ótimos ouvintes. Você tem essa capacidade de ouvir uma avaliação da sua performance, seja ela positiva ou não? Se você consegue manter o equilíbrio nesse momento, parabéns. Caso contrário...

7 - Valores éticos - "É preciso levar vantagem em tudo. Certo?". A conhecida Lei de Gerson foi engavetada, arquivada, deletada por empresas que se preocupam com a própria imagem tanto junto aos colaboradores quanto à sociedade. Ser ético não é um rótulo que pode ser adquirido em uma papelaria do shopping, mas sim um somatório de atitudes que somadas revelam a verdadeira identidade de uma organização. E para que a ética seja evidenciada numa empresa, ela precisa estar presente no dia a dia e no comportamento dos funcionários. Passar por "cima" do colega para conquistar uma promoção ou praticar atos de assédio moral, por exemplo, são ações que não cabem aos atuais parâmetros corporativos de instituições respeitáveis.

8 - Perseverança para o futuro - Há pessoas que desistem dos seus sonhos, mesmo antes de tentar conquistá-los. Lógico que nem tudo na vida poderá ser conquistado, mas é como dizia Walt Disney "Se você pode sonhar, você pode fazer". Hoje, tornou-se quase inconcebível uma empresa investir em um profissional que não acredita nem nele próprio. Sem motivo algum acredita que tudo permanecerá estático, enquanto que a realidade exige que as pessoas tenham uma visão de futuro, arrisquem e se desenvolvam sempre.

9 - Diversidade - O diverso ganhou forma com a presença da Globalização. Por isso, as organizações apostam na diversidade e quanto mais pessoas com experiências, com visões diferenciadas, maiores são as chances da inovação chegar e agregar valor ao negócio. Uma equipe formada por membros que pertençam a várias gerações certamente apresentará características peculiares e valiosas à empresa.

10 - Resistência às mudanças - Aquele antigo ditado "Em time que está ganhando, não se mexe", já não corresponde mais às necessidades de uma empresa competitiva. Se você ainda insiste em "tentar" bloquear a chegada da inovação ao seu dia a dia, à sua carreira, é melhor rever rapidamente seus paradigmas. Caso contrário, correrá o risco de ficar para trás e a responsabilidade não será da empresa ou de outro profissional que se destacou, mas sim de sua própria resistência às mudanças.

Fonte: RH.com.br – Patricia Bispo

terça-feira, 15 de maio de 2012

Carreira: 8 passos para garantir seu espaço no mercado

Algumas ações podem ser fundamentais para o sucesso: antes, durante e depois do ingresso na tão sonhada carreira profissional.

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, durante um Congresso Socialista em Paris, para representar a greve geral que ocorreu em 1º de maio de 1886, em Chicago.

No Brasil, as comemorações do 1º de maio continuam relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho, cuja primeira celebração ocorreu em Santos, em 1895. Foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925 e instituído o 1º de maio como feriado nacional.

Conforme informações do IBGE, o movimento grevista contou com milhares de trabalhadores que foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos, exigindo a redução da jornada de trabalho e movimentando a cidade com manifestações, passeatas, piquetes e discursos. Houve dura repressão ao movimento, com prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Ainda hoje a luta reside em manter todos os direitos constitucionais adquiridos e buscar mais avanços na direção da felicidade do ser humano. E como obter felicidade num mercado cada vez mais competitivo e exigente? O que se sabe é que não basta a formação técnica, mas sim reunir competências comportamentais que facilitem o relacionamento entre as pessoas e propicie uma comunicação objetiva e transparente. Estudos recentes demonstram que posições executivas são ocupadas por pessoas que transitam com maior naturalidade nestas competências e facilitem a convivência que funcionará como mola propulsora da busca de resultados.

Para quem deseja ingressar no mercado de trabalho, algumas ações podem ser fundamentais para o sucesso: antes, durante e depois do ingresso na tão sonhada carreira profissional, entre elas:

1- Prepare sua auto-apresentação: em situações de entrevista ou em outros momentos de interação profissional, existirão situações em que você deverá responder as clássicas perguntas "fale-me a seu respeito", "conte-me sobre você", "fale da sua vida" ou "diga quem é você". Saber fazê-lo de maneira concisa e representativa requer reflexão, escolha e ensaio. Suas competências, seu modo de ser, suas experiências e suas aspirações, tudo deve ser passado de forma clara e articulada e, sobretudo, convincente, onde o importante é dar uma visão geral de sua experiência e expectativas de evolução profissional.

2- Desperte interesse no entrevistador: fazer a diferença e causar uma ótima impressão pode valorizar seu "passe", visto que além de apresentar um currículo, os candidatos devem também fazer a diferença na sua apresentação na forma como destacam as áreas de interesse.

3- Cuide de sua imagem: ao se apresentar numa entrevista pessoal, você deve cuidar de sua imagem, incluindo cabelo, unhas, maquiagem, uma vestimenta formal e cores neutras. Lembre-se: uma imagem descuidada pode causar uma impressão negativa.

4- Conheça a empresa: você deve se informar antecipadamente sobre a empresa, visitando o site e buscando informações em revistas de negócios e até especializadas no seu segmento, demonstrando interesse e algum conhecimento no momento da entrevista.

5- Procure empresas que apostem na formação: pesquise e procure confirmar se a organização investe no desenvolvimento de seus profissionais, atuando no fortalecimento das competências pessoais e profissionais. Demonstre que você valoriza esta iniciativa durante a entrevista.

6- Complemente sua formação acadêmica: as empresas valorizam os candidatos que apresentam experiências sociais ou profissionais complementares à formação acadêmica. Os trabalhos de voluntariado e estágios são exemplos de experiências bem valorizadas, pois demonstram o interesse e o desenvolvimento de competências importantes no futuro profissional.

7- Diversifique a procura de trabalho: o mercado de trabalho é cada vez mais global e os jovens devem estar atentos ao conjunto de oportunidades que surjam em nível nacional e internacional.

8- Procure identificação pessoal com os valores das empresas: as pessoas e as empresas são diferentes. Os candidatos devem procurar as empresas com que se aproximem ao seu perfil e valores.

E depois de se atentar às dicas acima, aqui vai a mais importante e crucial delas: seja você mesmo, sempre! Use e abuse de suas competências técnicas e comportamentais, agindo como facilitador e peça fundamental na solução de problemas. Assim, seu caminho para o sucesso estará sendo trilhado. Sucesso a todos!

Fonte: Elaine Lombardi, psicóloga e consultora da M&S, consultoria especializada em desenvolvimento humano.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como fazer um currículo ideal

Tudo deve estar destacado de forma clara e objetiva ao apresentar as experiências profissionais, acadêmicas e outras consideradas relevantes.

Na hora de procurar um emprego, o currículo é, geralmente, a carta de apresentação e a porta de entrada para uma empresa. Esse é o primeiro passo da avaliação dos recrutadores para escolher o candidato que melhor se encaixa no perfil desejado.

Por isso, elaborar um bom currículo não se trata de resumir tudo o que você fez. "Em primeiro lugar, o candidato deve entender que há muitos outros na mesma situação. Portanto, ele deve procurar se diferenciar mesmo sem experiências profissionais formais", afirma Marcelo Abrileri, presidente e headhunter da Curriculum.

Tudo deve estar destacado de forma clara e objetiva ao apresentar as experiências profissionais, acadêmicas e outras consideradas relevantes. "É importante se atentar à apresentação do currículo, evitando erros de português, inserção de dados desnecessários como foto inadequada, números de documentos, adjetivos pessoais e uso de letras ou papéis coloridos", afirma Daniella Correa, consultora de RH da Catho Online.

Para Daniela, "o profissional deve deixar explícito o que quer e inserir respostas para as três perguntas básicas: Onde você já esteve? O que você já fez pela outra empresa? E o que pode fazer pela empresa em que deseja trabalhar?".

Veja abaixo como montar um currículo e o que nunca você deve colocar em um.

LEMBRE-SE DE COLOCAR

Início – Os dados pessoais devem estar no início. É desnecessário colocar números de documentos ou referências pessoais, exceto quando solicitado pela empresa.

Objetivo – Indique somente uma área de interesse. Caso queira se candidatar a oportunidades de áreas diferentes, é recomendável ter mais de um currículo, com objetivos distintos.

Qualificações – Lembre-se de que é um resumo. Destaque no máximo as cinco principais qualificações adquiridas em suas experiências de trabalho. Suas inúmeras habilidades poderão ser demonstradas ao longo do processo seletivo.

Experiências Profissionais – Mencione o nome da empresa e o período em que atuou. Coloque também uma pequena descrição de suas atividades no local.

Formação Acadêmica – Ordene de forma decrescente. Coloque nível técnico ou ensino médio apenas quando for relacionado à formação atual ou área de interesse.

Idiomas – Ao citar idiomas, detalhe seu nível de proficiência. Experiências de intercâmbio também são muito valorizadas.

Cursos Complementares – Inclua os treinamentos e cursos já realizados se tiverem afinidade com a futura área de atuação.

NUNCA COLOQUE

- Esqueça os e-mails pessoais tipo gatinha@provedor.com.br . Crie um e-mail profissional.

- Nada de cores, desenhos, margens e símbolos. O ideal para destacar as informações é, no mínimo, a utilização de recursos como negrito e sublinhado.

- Deve-se evitar também variar os tipos de fonte.

- Listas extensas também não são bem vindas no currículo, bem como motivos de ter deixado o emprego anterior, referências pessoais, raça, religião e filiação partidária.

- Evite erros de concordância, escrita e acentuação, pois um a cada quatro currículos é descartado por ter erros de português ou de digitação.

- Não minta nas informações inseridas no currículo.

OUTRAS FORMAS DE CURRÍCULO

Além do modelo tradicional, é possível disponibilizar o currículo de forma interessante e atrativa em outros formatos, como:

Vídeo currículo – transmite credibilidade e desenvoltura, características que pesam em candidatos a vagas nas áreas de Vendas, Comunicação e Telemarketing.

Hotsite – É possível criar um site e inserir informações profissionais, contato, portfolio e outras que sejam relevantes.

LinkedIn – Através dessa rede social, é possível realizar network, disponibilizar informações profissionais e maximizar as chances de ser encontrado por uma empresa.

Fonte: Administradores.com

sábado, 12 de maio de 2012

Como dar feedback para profissionais da geração Y

Os jovens querem avaliação de desempenho constante. Saiba como conversar com essa turma

Henrique Striker, 25 anos, administrador: feedback para crescer na carreira

Na rede de fast-food McDonald’s, sete em cada dez dos 37 000 funcionários têm menos de 21 anos. É uma população de pessoas da Geração Y, aquela formada por profi ssionais nascidos após 1980. Luís Bueno, diretor de RH da empresa, orienta os líderes a conversar sempre com os jovens. Como em outras companhias, o McDonald’s está descobrindo que a Geração Y é uma consumidora voraz de feedback. “Essas pessoas querem saber o que fazer para crescer na carreira, por isso a avaliação é importante”, diz Luís. De acordo com a pesquisa Empresa dos Sonhos 2009, realizada pelo Grupo DMRH, consultoria de RH de São Paulo, 54% dos 26 000 jovens profissionais brasileiros exigem orientação constante. “Eles precisam se sentir seguros”, diz a consultora Sofi a Esteves, do Grupo DMRH. Um exemplo é o administrador paulistano Henrique Striker, de 25 anos, gerente de mercado da Telhanorte, rede de lojas de material de construção.

Formado em 2007, foi promovido de trainee ao posto atual em menos de um ano e atribui o crescimento à insistência em pedir feedback. “Saber como está o meu trabalho é tão importante quanto o resultado de um projeto”, diz Henrique. Para os gestores, um conselho: não esperem os momentos pré-estabelecidos pela empresa para falar sobre o desempenho dos jovens. “O feedback formal não é sufi ciente”, diz Rodrigo Guimarães, de 28 anos, gerente sênior da farmacêutica Quintiles. “Encaro essas situações como avaliação fi nal, quando não dá tempo de consertar erros”, afi rma.

Por serem menos cerimoniosos em relação aos mais velhos, os jovens veem o feedback como conversa informal. “Quero liberdade para conversar com meu chefe”, diz Jaqueline Ferreira, de 25 anos, gerente do McDonald’s. Na rede de lanchonetes, ela não só pode, como deve agir assim. “Recebemos pela intranet 30 mensagens por mês com críticas e sugestões”, diz Luís. A companhia também dá feedback por meio de SMS. Quando atingem grandes resultados, os funcionários recebem torpedos. Mas Lúcia Menezes, diretora de RH da Andrade Gutierrez, alerta que às vezes é preciso ser formal com essa turma. “Muitos não encaram a troca diária como feedback. É importante avisar o funcionário quando ele está passando por avaliação”, diz.

54% dos 26 000 jovens profissionais brasileiros querem ter orientação constante no trabalho

CLAREZA É FUNDAMENTAL

Uma das atitudes que mais agrada a esse pessoal é a precisão das informações. O feedback ideal deve ser direto e bem embasado. “Até a crítica negativa pode ser bem recebida se o gestor provar seus pontos de vista”, diz Sofi a, do DMRH. E os chefes também precisam ouvir. Os da Andrade Gutierrez estão bem nesse quesito. A empresa entrevistou 260 funcionários e descobriu que 89% deles consideram que os gestores aceitam opiniões. “É um bom indicativo de que a atitude da liderança está mudando”, diz Lúcia.

TODOS NO MESMO TIME

A turma da Geração Y só obedece a pessoas que admira. Sofi a explica: “Eles seguem apenas chefes nos quais podem se espelhar.” Para conseguir respeito, um bom caminho é mostrar que gestor e subordinado fazem parte da mesma equipe. “Ao perceber que o esforço deles é fundamental para o crescimento da empresa, os jovens trabalham com mais entusiasmo e criatividade”, diz Luís Felipe Cortoni, sócio- diretor do Ateliê de Pesquisa Organizacional, responsável por estudos que investigam a relação entre líderes e Geração Y.

Fonte: Eliza Tozzi (redacao.vocesa@abril.com.br)

Crédito: Régis Filho

quinta-feira, 3 de maio de 2012

5 Maneiras de se Automotivar Diariamente

1. Abasteça a sua mente com pensamentos agradáveis - Para que a sua inspiração esteja em alta, é preciso deixar a mente livre para criar, pensar, fazer conexões, desenvolver raciocínios para cada situação que se apresenta, então, higienize a sua mente ao acordar, projete bons pensamentos, crie cenários favoráveis que possam gerar alegria e bem-estar para você. Isso requer esforço e dedicação, mas o resultado é fantástico quando é aplicado corretamente;

2. Seja mais tolerante com as adversidades - Para você ser mais feliz, não basta saber aproveitar os momentos bons que a vida lhe oferece, também é preciso aprender a entender e a curtir as situações de conflito e adversidades que se apresentam no seu dia. Toda vez que surgir um problema, pare e pense: qual a melhor maneira de resolver essa questão? Como eu irei me sentir com essa questão resolvida? Após você fazer essas duas perguntas, as alternativas irão surgir e você resolverá qualquer empecilho com mais propriedade;

3. Realize todos os dias uma parte do seu grande seu sonho - Quando você projeta a realização de um sonho em longo prazo, o passo mais importante é reunir todas as ferramentas necessárias para você chegar até lá, concorda? Então, determine prazo para início e término, isso dá direção e canaliza a sua energia para o seu sonho, depois, passe para o papel e planeje como você vai alcançar e quem poderá ajudá-lo nessa trajetória, com essas pequenas atitudes diárias, o seu projeto vai criando forma e a sua motivação vai aumentando, então, corra atrás do sonho, seja a personagem principal dessa história;

4. Construa com as pessoas que você ama um bom ambiente - Nada é mais prazeroso que estar do lado das pessoas que torcem por você e que querem o seu bem, então, aproveite todos os minutos com elas, fale coisas agradáveis, brinque, fale uma palavra amiga num momento de dificuldade, dê um abraço, sorria, cante, pois a felicidade é o que fazemos com os aqueles momentos que estamos na presença dessas pessoas;

5. Tenha amor próprio - Quem é a pessoa mais importante? O que você está fazendo por ela? Quanto tempo você tem tirado para viver melhor com ela? É exatamente isso, estou falando de você, não adianta você dizer sim para as outras pessoas e não para você, concorda? Respeite os seus limites e faça as outras pessoas respeitarem também, só assim você ganhará o respeito de todos que convivem com você.

Fonte: André Silva - Palestrante de Motivação e Vendas
Site: www.palestranteandresilva.com.br

sábado, 28 de abril de 2012

O que é melhor: fazer o que se gosta ou o que paga mais?

Em busca de um emprego que pague bem, profissionais buscam uma oportunidade que satisfaça suas necessidades e seus sonhos.


Ao procurar uma oportunidade no mercado de trabalho, a maioria dos candidatos parte em busca de um sonho: o de conseguir um emprego que não apenas satisfaça profissionalmente, mas que também atenda às suas necessidades financeiras. Contudo, nem sempre atender a ambos o requisitos é possível, o que torna a procura ainda mais complicada.

E, se realizar esse desejo já é complicado demais, o que seria mais aconselhável, então? Fazer aquilo que se gosta ou escolher um emprego que pague um salário melhor?

De acordo com a consultora de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Karla Mara Alves de Oliveira, a resposta é nem um nem o outro.

“O profissional deve ser orientado a fazer o que gosta, buscando uma área que tenha uma remuneração mais adequada para suprir suas necessidades. Contudo, se isso não for possível e ele ganhar uma boa remuneração pelo que faz, o ideal é que o trabalhador procure enxergar suas atividades de uma maneira mais positiva”, diz Karla.

Consequências

E tanto esforço certamente tem uma razão de ser, afinal, trabalhar no que não se gosta pode trazer sérios riscos à saúde.

“Ao se fazer o que não se gosta, o trabalhador pode se tornar uma pessoa opressiva e infeliz”, esclarece Karla.

Além disso, não é apenas desse mal que um profissional pode sofrer. Segundo o consultor da De Bernt Entschev Human Capital, Julio Bonrruquer, por exemplo, ao optar exclusivamente pelo retorno financeiro e não pela satisfação profissional, o trabalhador pode se sujeitar a inúmeras doenças. “São muitas as pessoas que adoecem e que têm dinheiro, por exemplo”, diz Bonrruquer.

E é por essa razão que o especialista defende tanto que é preciso trabalhar no que se gosta. "Isto é importante, mas não se pode apenas viver de um sonho, pois, sem dinheiro, não se pode viver”, diz.

Como fazer

Para encontrar um meio termo, o profissional deve primeiramente se conhecer. Ou seja, saber exatamente do que gosta e em quais áreas ele possui mais competência.

“Ele precisa saber onde possui habilidade para se desenvolver mais e mais. Além disso, é importante que ele saiba também onde e como buscar um trabalho adequado ao seu perfil, tendo paciência para esperar o retorno mais apropriado, item este fundamental no processo”, esclarece Karla.

Bonrruquer dá outra recomendação. “Ao adquirir estabilidade financeira, é possível trabalhar com mais paixão naquilo que se gosta. Aquilo que fazemos com paixão sempre traz bons resultados, inclusive financeiros”, lembra.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/o-que-e-melhor-fazer-o-que-se-gosta-ou-o-que-paga-mais/52804/

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Proatividade para quê?

Resultado de cinco anos de pesquisas, livro traça panorama das empresas brasileiras e mostra por que antecipar mudanças pode fazer toda a diferença.


Por Simão Mairins, www.administradores.com.br

Poucas palavras são tão comuns no vocabulário empresarial quanto "proatividade". Mas, de tanto ser repetido, o termo acabou se consolidado mais enquanto um chavão de entrevistas de emprego do que como algo realmente compreendido por quem costuma citá-lo. Para dois pesquisadores brasileiros, entretanto, o assunto tem sido alvo de incansáveis estudos que, depois de cinco anos do início das pesquisas, renderam seu principal fruto: o livro "Empresas proativas – como antecipar mudanças no mercado", que reúne dados sobre 257 organizações e para o qual foram ouvidos mais de 100 líderes, entre executivos e CEOs de grandes companhias nacionais e multinacionais atuantes no Brasil.

Como explica o professor Leonardo Araújo, um dos autores do livro, a partir da pesquisa, foi desenhado "um modelo que explica os antecedentes da ação proativa, ou seja, as capacidades que uma empresa precisa desenvolver para construir estratégias proativas de mercado". Para ele, é possível, sim, "desenvolver a proatividade através de um modelo".

Mas que modelo é esse? "Nós identificamos algumas capacidades essenciais para as empresas serem proativas. Por exemplo: elas lidam melhor com o erro estratégico, não o tratam como algo vexatório. Elas lidam melhor com o risco, porque sabem olhar para o futuro. E uma coisa que os executivos com quem conversamos fizeram sempre questão de destacar é que não se faz uma empresa proativa sem pessoas proativas", explica Rogério Gava, o outro autor da obra.

Aqui, chegamos a uma das partes mais delicadas da questão, que é quando a proatividade passa a ser enxergada na perspectiva individual, não mais apenas na da empresa enquanto um todo. "Fala-se muito em proatividade nas empresas. Mas pouco se sabe, pouco se faz nesse sentido. Por exemplo: como se identifica um profissional proativo numa entrevista? Como eu desenvolvo a proatividade? E aí o papel dos líderes nesse sentido é fundamental", afirma Rogério Gava.

"Não adianta as empresas quererem que as pessoas sejam proativas se elas não recompensam essa proatividade ou se elas só empurram as pessoas para os resultados de curto prazo. Como uma pessoa vai buscar a proatividade – que muitas vezes é algo que não se dá no curto prazo – se, no primeiro erro, ela vai ser punida com a perda de um bônus, por exemplo? Se ela não vê a empresa premiar as iniciativas proativas de longo prazo?", questiona o professor.

Ação x reação

Uma das conclusões da pesquisa foi de que 95% das empresas brasileiras costumam apenas reagir às situações. "E isso não foi uma surpresa para nós, porque o comportamento reativo é o mais padrão dentro das organizações. Preferimos esperar as mudanças acontecerem, porque é mais confortável, é menos arriscado, é uma área de mais segurança", afirma Leonardo Araújo.

Para os autores, entretanto, o preço a se pagar pela postura meramente reativa é a perda de espaço para os concorrentes que se colocam no mercado de forma proativa. Segundo eles, as empresas que se antecipam – modificando a realidade posta de forma a gerar um novo cenário que lhes seja positivo – conseguem melhores resultados.

"Na pesquisa para o livro, pudemos constatar que, quando a empresa identificou a mudança de mercado, ela conseguiu uma melhor inserção competitiva, que, nos casos que estudamos, se deu de duas formas: market share, conseguindo uma maior fatia do mercado, e rentabilidade, conseguindo maiores ganhos naqueles serviços ou produtos específicos com os quais trabalha", explica Leonardo Araújo.

Veja a entrevista completa com os professores, em que eles explicam o processo de pesquisa para o livro e detalham outras constatações importantes presentes na obra.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/proatividade-para-que/52408/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Profissionais inseguros: será que é possível resolver esse problema?

Falta de conhecimento técnico e problemas ligados à autoestima são as principais questões ligadas a insegurança.


Entre as fragilidades que os profissionais podem apresentar no universo corporativo, está a insegurança. O medo de expor suas ideias, as constantes dúvidas se seu trabalho realmente está bom e o receio de apresentar um projeto podem ser grandes limitadores.

Mas por que alguns profissionais são inseguros? E, mais do que isso, será que é possível exterminar esse problema? De acordo com a psicóloga Raquel Reis, a questão da insegurança pode ser atribuída principalmente a dois fatores: falta de conhecimento técnico e problemas ligados à autoestima.

No primeiro caso, o profissional se sente inseguro, pois acredita – ou realmente – não tem o conhecimento suficiente para desempenhar determinada função. Quando o problema é a autoestima, o profissional, mesmo tendo as competências necessárias, sempre se julga inferior aos demais, não acredita ser bom o suficiente para o cargo e, usualmente, tem problemas para liderar e assumir responsabilidades.

Insatisfação profissional

A insegurança também pode ser reflexo de insatisfação profissional, conforme pontua Raquel. “Quando você está insatisfeito, você não consegue aplicar 100% da sua capacidade intelectual e, portanto, se torna uma pessoa mais insegura”, diz a especialista. Nesse caso, é preciso recorrer a um trabalho de autoconhecimento.

“O profissional deve entender o que gosta e ir atrás disso”, sugere Raquel, lembrando que as escolhas feitas não necessariamente devem ser duradouras. Isso quer dizer que, se o profissional fez uma escolha há alguns anos e agora não quer mais seguir pelo mesmo caminho, vale a pena pensar em mudar, pois só assim encontrará felicidade e satisfação, que vão se reverter em mais segurança na vida profissional.

Como lidar com a insegurança?

A consultora da Right Management, Telma Guido, acredita que o profissional deve observar três aspectos. Primeiro, para tentar deixar de ser um profissional inseguro, assuma o que você é. A insegurança é uma característica, ou seja, é um perfil pessoal. Se você é assim, assuma e tente se desenvolver. Contar com ajuda profissional, como um coach de carreira, ou mesmo buscar uma terapia podem ajudar. Mas você precisa querer e entender que isso é importante para sua vida.

Também é preciso ter bem definido seu plano de carreira. A coach acredita que, quando o profissional sabe o que ele quer, aonde quer chegar e quem ele quer ser, isso faz com que busque desenvolvimento, que vai permitir eliminar parte da sua insegurança. Na prática, se você sabe claramente que quer ser um gerente, você vai atrás de um curso que o tornará mais seguro para assumir essa função. Ou, se você sabe que precisa de um certificado para se destacar na sua área, ao obtê-lo, você também se tornará menos inseguro.

Por fim, novamente um trabalho de autoanalise será importante, mas aqui, para reconhecer suas competências. Muitas vezes, o profissional não se sente seguro, pois não tem as competências que a empresa quer que ele tenha ou a posição que ele está exige.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/profissionais-inseguros-sera-que-e-possivel-resolver-esse-problema/53154/

sábado, 14 de abril de 2012

Currículo: candidato deve adicionar apenas dados relevantes para vaga

Profissionais qualificados demais devem trabalhar melhor as informações para não perderem oportunidades.


A elaboração de um currículo vai muito além de simplesmente listar as experiências anteriores e todos os cursos que realizou ao longo da vida. O profissional deve fazer com que esse documento contenha apenas os itens relevantes para a vaga que pretende concorrer, ou seja, deve enquadrar as informações às exigências da posição.

Especialistas sugerem que o profissional faça um currículo específico para cada vaga que deseja conquistar. Para a palestrante e consultora de recursos humanos, Meiry Kamia, o profissional tem de ter sensibilidade para selecionar apenas as informações que são relevantes para a vaga.

Qualificado demais para o cargo

Alguns candidatos, porém, acreditam que são qualificados demais para determinadas vagas e, por isso, não são chamados nem para a entrevista. Meiry explica que, de fato, quando o selecionador encontra um candidato muito qualificado, ele se assusta um pouco. Mas será que retirar algumas informações do currículo é uma boa estratégia para ser selecionado?

A especialista explica que candidatos qualificados demais para as vagas são deixados de lado por duas razões bastante coerentes. O primeiro motivo está relacionado ao trabalho e o segundo, à remuneração. Os selecionadores entendem que rapidamente esses profissionais vão se frustrar por conta das funções que terão de realizar. No caso do salário, vão se desmotivar, por acharem que merecem mais. E, na maioria das vezes, merecem mesmo.

O caso é que, apesar da forte qualificação, nem sempre esses profissionais encontram oportunidades de emprego compatíveis com ela e até aceitam uma posição inferior. No entanto, de acordo com a gerente de recrutamento e seleção da Trabalhando.com, Ana Luisa Ferraz, retirar informações do currículo não é uma boa solução.

O que ele pode fazer é trabalhar melhor a forma como coloca as informações no currículo, com o objetivo de deixar claro que suas qualificações estão compatíveis com a vaga em questão. Por exemplo, se sua última posição foi de diretor em uma empresa e agora concorre a uma vaga de gerente, deixe claro que realizava funções de gerente, acompanhando a equipe de perto, por exemplo.

É interessante que o candidato tenha sempre em mente a lógica do trabalho do selecionador. O objetivo desses profissionais é encontrar uma pessoa que se encaixe à vaga da melhor maneira possível e, como consequência disso, que vá ficar na empresa por um bom tempo. “A pior coisa para o selecionador é escolher um profissional e ele sair da empresa depois de dois meses. Imagina o tempo e o dinheiro perdidos”, explica Meiry.

Meiry ainda complementa explicando que o profissional, na hora de elaborar seu currículo, não precisa seguir uma regra fixa. “O segredo é a forma como você coloca as informações”,diz.

O que entra e o que sai

Pensando nas informações que serão selecionadas para entrar no seu currículo, é interessante observar algumas dicas. As especialistas recomendam adicionar no máximo as quatro últimas experiências profissionais, desenvolvendo cada uma delas de forma focada, ou seja, de acordo com o que você considera mais interessante para a vaga em questão.

Em relação aos cursos, de novo, só coloque os que estão relacionados com a vaga. “É interessante colocar os cursos mais recentes e que estejam relacionados com a vaga em questão”, diz Ana Luisa. Mesmo que você considere que fez um curso importante, mas isso foi há muitos anos, prefira colocar apenas os mais recentes.

Há ainda aqueles profissionais que mudaram de área no meio da carreira e ficam em dúvida em relação a quais informações adicionar. Se o profissional estiver há bastante tempo na nova área, deve colocar apenas as informações, experiências e cursos que tem a ver com ela, deixando de lado as informações referentes à área anterior.

Mas, se o profissional está há pouco tempo no novo campo de atuação, a sugestão é que coloque informações da experiência anterior - a que não atua mais - especialmente para mostrar para o selecionador que houve uma mudança em sua trajetória de carreira, mas que sempre trabalhou.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/curriculo-candidato-deve-adicionar-apenas-dados-relevantes-para-vaga/53280/

quinta-feira, 12 de abril de 2012

É brincando que se aprende

Descubra como os jogos educativos ajudam no desenvolvimento de habilidades essenciais para o trabalho.


Raciocínio lógico, criatividade e capacidade de trabalho em equipe são algumas das características fundamentais para que o indivíduo tenha habilidade para lidar bem com problemas cotidianos. Além disso, são qualidades cada vez mais exigidas dos profissionais no mercado de trabalho, pois as empresas buscam funcionários que apontem soluções diante de desafios e sejam dinâmicos e eficientes no planejamento e na execução de projetos em grupo.

Por esses motivos é importante que o indivíduo desenvolva estas e outras habilidades desde cedo, ou mesmo em outras fases da vida, por meio de ferramentas de estímulo como as brincadeiras e os jogos educativos, que auxiliam na formação e no aprendizado em casa, na escola, no ambiente de trabalho, entre outros espaços.

Os benefícios dos jogos educativos

A pedagoga Alexandra Lorandi Macedo, pós-doutoranda em Informática na Educação pela UFRGS, afirma que o jogo deve ter qualidade para ajudar na melhora do raciocínio e cita as características que determinam sua eficiência: "Um bom jogo deve ter objetivos claros a serem alcançados e simples de serem entendidos; deve proporcionar o desenvolvimento de estratégias com resultados incertos, favorecendo a construção de estratégias e hipóteses. Isso fará com que o jogador planeje, teste, avalie o resultado e reestruture sua ação".

Ela também ressalta que a possibilidade de o jogador escolher o nível de dificuldade e de acompanhar a sua evolução no jogo são importantes para estimular habilidades como a motivação: "Isso poderá facilitar o engajamento e a automotivação para que níveis mais complexos sejam almejados, planejados e ultrapassados".

Os benefícios dos jogos educativos estão longe de se restringir à fase infantil do indivíduo. Aliás, há uma crescente em jogos que desenvolvem habilidades interpessoais: "O uso do jogo fora do horário escolar, ou para além desta fase, pode oportunizar momentos de aprendizagem e de lazer. Além desses aspectos, é importante destacar que também são cada vez mais comuns jogos que proporcionam o desenvolvimento de habilidades que priorizam o trabalho coletivo. Esta é uma demanda emergente nas empresas, e as estratégias construídas nos jogos podem ser aliadas para apoiar trabalhos em equipe também em contextos profissionais", destaca Alexandra.

O desenvolvimento do trabalho coletivo também é uma importante função do jogo educativo, de acordo com a pedagoga Leticia Machado, doutoranda em Informática na Educação pela UFRGS. Ela afirma que, se trabalhado desde criança até a adolescência, o jogo educativo poderá, além de ajudar em questões como trabalho cooperativo, influenciar no raciocínio lógico e na percepção. Ela ainda explica que os jogos educativos têm uma importante função na vida infantil: "A criança desde pequena está acostumada a brincar e aprender com experimentos e imitações do cotidiano. Quando entra na escola o ato de brincar é deixado de lado, o que acaba desmotivando o aluno. O uso de jogos educativos possibilita desenvolver o abstrato, o lúdico e a imaginação da criança. É possível trabalhar com reflexão, análise e a criatividade da criança, além de desenvolver regras a partir da mediação do erro e da perda".

A questão do erro e da derrota no jogo, de acordo com a psicóloga Acácia Angeli, doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP, é fundamental nas estratégias de aprendizagem metacognitivas, propiciadas pelos jogos educativos: "Com as estratégias metacognitivas, a percepção do erro e das dificuldades são fundamentais para que a criança reveja suas decisões, identifique porque errou e retome desse ponto com novas formas de abordagem das atividades, pensando e refazendo mais devagar, planejando com mais cuidado, etc".

Jogos para todos e para tudo

Mas não são apenas os jogos tipicamente classificados como educativos que trazem benefícios. Muitos daqueles tidos como simples entretenimento podem criar habilidades intrínsecas nos futuros profissionais. E exemplos não faltam: Jogos de tabuleiro como Monopoly e Jogo da Vida auxiliam na questão de aprender a lidar com o dinheiro e com as finanças. O Imagem & Ação desenvolve a criatividade e pode ajudar no combate à timidez e jogos como Perfil e Quest ajudam na capacidade de antecipar situações, além de enriquecer o conhecimentos geral aos participantes.

Existe até vídeo-game que virou disciplina em várias universidades norte-americanas de Administração e Economia. De acordo com Mate Poling da Universidade da Flórida, o jogo de estratégia e ficção científica "Starcraft: Wings of Liberty" gerencia diversas unidades e grupos com diferentes capacidades, sendo semelhante ao cenário cotidiano do mundo dos negócios e do trabalho de um administrador.

Além de utilizar jogos com crianças e adolescentes, também é aconselhável por muitos especialistas o uso com pessoas idosas. "No processo de envelhecimento algumas funções fisiológicas na terceira idade são prejudicadas. O uso de jogos, como xadrez ou palavras-cruzadas online poderão beneficiar a velhice, principalmente no que tange à memória", relata a pedagoga Leticia Machado.

A psicóloga Acácia Angeli também explicou como agem os jogos educativos na construção das habilidades: "Os jogos acionam os processos cognitivos em geral, pois mobilizam várias das habilidades envolvidas - atenção (seletiva, concentrada e sustentada), memória e tomada de decisão. Vale ressaltar que o raciocínio, que é um dos elementos essenciais da cognição, também é acionado para que a resposta ao jogo seja dada de forma bem sucedida. Realmente, o velho ditado de que 'é brincando que se aprende' está mais em voga do que nunca".

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/e-brincando-que-se-aprende/53260/

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Você sabe quais os maiores erros ao elaborar um plano de carreira?

Um erro básico, mas que usualmente é cometido, é quando o profissional não faz um trabalho de autoconhecimento.


Os profissionais já entenderam que para aumentar as chances de ter uma carreira de sucesso é preciso elaborar, o quanto antes, um plano de carreira. Embora reconheçam que esse é um elemento fundamental, nem todos sabem quais os maiores erros ao desenvolver um plano de carreira.

Um erro básico, mas que usualmente acaba sendo cometido, é quando o profissional não faz um trabalho de autoconhecimento para elaborar seu plano de carreira. De acordo com o diretor-geral da Elevartis, empresa de coaching, Guilherme Rego, muitos profissionais sofrem na sua profissão por não terem escolhido a área que melhor se encaixa ao seu perfil.

Qual o seu perfil?

Se a pessoa é altamente extrovertida e acaba ocupando uma posição burocrática, que exige uma atuação mais solitária, o resultado não tende a ser positivo. Portanto, antes de sentar e definir suas metas, ou seja, aonde você quer chegar na sua carreira, saiba quem você é e qual é o seu perfil.

Para isso, o coach recomenda o teste de personalidade Mbti (Indicador de Tipo Myers Briggs - na sigla em inglês). Essa ferramenta não é usada para reconhecer as competências do profissional, mas sim para identificar as preferências de personalidade. Ou seja, se é uma pessoa mais extrovertida ou introvertida, mais sensitiva ou intuitiva, por exemplo.

O coach, inclusive, faz um paralelo com o mundo dos investimentos. Mesmo que a pessoa tenha a intenção de se tornar um investidor, ele deve conhecer que tipo de investidor ela é, ou seja, tem um perfil mais agressivo ou moderado?

Decisão de carreira

Não importa a ferramenta que utilize, o essencial é entender suas preferências comportamentais. Isso é importante, inclusive, para definir por qual carreira seguir. Para a consultora da Leme Consultoria, Márcia Pereira, esse é justamente o momento no qual os principais erros de carreira acontecem.

“Muitas pessoas escolhem uma carreira, fazem a faculdade e só vão se dar conta que não gostam da área quando já estão no mercado de trabalho, o que gera muita frustração”, diz a consultora. Para evitar essa situação, além do autoconhecimento, a pessoa deve ter o máximo de conhecimento sobre a profissão que pretende seguir.

Pensando no plano de carreira, é possível compreender que a tarefa não é tão simples quanto parece. Apenas definir objetivos, ou seja, qual posição você quer ocupar em determinado tempo, é superficial demais. A dica, portanto, é se conhecer melhor.

Objetivos viáveis

Mas os problemas não param por ai. Outro erro comum ao elaborar um plano de carreira é ser agressivo demais em relação às suas metas. Se você quer ser o presidente de uma multinacional, saiba que isso vai levar tempo, nada vai acontecer do dia para noite. Embora metas grandes sejam estimulantes, elas não devem extrapolar a realidade e devem ser muito bem sustentadas.

Isso nos leva ao próximo erro: definir metas, mas não definir como chegar lá. Qualquer posição que se deseje, o profissional precisa ter uma série de competências, conhecimentos, habilidades e experiências. Logo, se para ser o diretor de uma empresa você precisa de inglês fluente e um MBA internacional, não adianta definir como meta, se não fizer o que é preciso para chegar lá.

“As metas propostas no plano de carreira devem ser factíveis e é preciso correr atrás para chegar lá”, analisa Rego. Lembre-se que quanto mais alto o cargo, mas concorrida é a posição, ou seja, você vai disputar a mesma vaga com muitos profissionais que passaram os últimos anos se aprimorando.

A fórmula, portanto, é simples: é preciso se conhecer, entender o que você precisa para chegar aonde quer e fazer os cursos que o permitam chegar lá. Nesse percurso, ainda é preciso ir ajustando seu plano de carreira. Mais um erro comum, segundo Rego, é “não considerar as variáveis externar e não fazer os ajustes de tempos em tempos”, afirma.

Networking

Um plano de carreira deve considerar todos os elementos do mundo corporativo. Se o networking é um deles, esquecer de considerá-lo também pode ser um problema. De acordo com Márcia, mais do que realizar cursos e obter experiência na área, o profissional deve entender que os contatos podem fazer muita diferença, inclusive, acelerando a carreira.

No plano de carreira os profissionais erram ao esquecer de considerar a devida atenção que precisarão dar, em sua trajetória profissional, a esse elemento. Os contatos são importantes para entender como o mercado está se comportando e conseguir vagas que dificilmente conseguiria sem determinados conhecidos. “No mundo corporativo, todo mundo se conhece. Quando surge uma vaga é importante que alguém pense em você para assumir a posição”.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/voce-sabe-quais-os-maiores-erros-ao-elaborar-um-plano-de-carreira/53588/

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Trabalho sob pressão: organização é a chave para lidar com problema

A organização é o elemento fundamental, pois é o que vai permitir a análise do cenário e avaliação dos recursos disponíveis.


Os prazos são curtos, os recursos são escassos e os clientes, extremamente exigentes. Em um mundo competitivo, dinâmico e que nunca para, trabalhar sob pressão faz parte do negócio. Embora não seja possível eliminar esse componente característico do mercado de trabalho, há muito que fazer para suavizá-lo.

Primeiramente, vale esclarecer o que é trabalhar sob pressão. “Nada mais é do que você conseguir trabalhar de forma organizada, cumprir seus prazos – sem se deixar influenciar por coisas externas e entregar com qualidade”, explica o gerente-geral da Dasein Executive Search, David Braga.

Mas como fazer isso? O especialista acredita que uma das principais estratégias para reduzir a pressão no trabalho é a organização. Profissionais responsáveis por muitas atividades e que precisam tomar diversas decisões precisam saber muito bem se organizar e priorizar as demandas.

“É preciso parar e analisar todo o contexto. Inclusive, se você tem recursos e tempo hábil para entregar as demandas”, explica Braga. Nessa análise, o profissional deve observar quais são suas fraquezas e quais são seus pontos fortes e, em relação às demandas, deve analisar onde estão as chances de ocorrer mais problemas e erros.

Quanto mais claro for o cenário para o profissional em relação ao tempo, recursos, pontos que geram problemas, mais fácil será tomar decisões. Isso também ajuda o profissional a dizer alguns “nãos”, por exemplo.

Saber dizer não

De acordo com o especialista, quando o profissional não é organizado, ele vai aceitando todas as demandas que chegam, todos os pedidos dos clientes, dificilmente recusando uma tarefa. O problema é que essa atitude é justamente o que vai levá-lo a ter de lidar com prazos impossíveis, sem os recursos suficientes.

“O trabalho sob pressão é muitas vezes o resultado do acúmulo de tarefas e da desorganização profissional”, diz Braga. Muitos profissionais, porém, mesmo sabendo da escassez de recursos e tempo, evitam dizer não, por medo do chefe ou de perder o cliente.

Para Braga, as empresas não querem profissionais que só digam “sim” para todas as demandas. Elas querem aqueles que saibam analisar o contexto – disponibilidade de pessoa, dinheiro e tempo – e possam argumentar sobre as limitações. E a organização é o elemento fundamental, pois é o que vai permitir a análise do cenário.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/trabalho-sob-pressao-organizacao-e-a-chave-para-lidar-com-problema/53697/

domingo, 1 de abril de 2012

Desvendando o Código da Liderança

As fórmulas para se tornar um bom líder funcionam? O que dizem os psicólogos e sociólogos? Quais as principais teorias e pesquisas já realizadas? Descubra conosco.


Em novembro, Sir John Robert Madejski trocou o terno e a gravata por uma bata de hospital e encarou uma longa sessão de ressonância magnética na Universidade de Reading, na Inglaterra. Os médicos fizeram uma varredura de seu cérebro. Cada detalhe da massa cinzenta do empresário foi escaneado enquanto ele era convidado a responder perguntas que simulavam decisões de negócios. Em tempo: Madejski é um dos homens mais ricos do mundo e dono de redes de hotéis, restaurantes, revistas e ainda empresta seu nome a um estádio de futebol. E não, ele não está doente. Ele se submeteu aos exames por outra razão: ajudar uma equipe de psicólogos, neurologistas e especialistas em liderança a descobrir quais mecanismos cerebrais diferenciam as pessoas comuns dos grandes líderes.

Não é primeira vez que a ciência tenta desvendar os mistérios da liderança. Desde que a palavra líder (do inglês to lead, que significa guiar, conduzir) entrou para o nosso vocabulário, na segunda metade do século XIX, neurologistas, psicólogos e sociólogos tentam entender a tal capacidade que algumas pessoas têm de guiar outras, influenciando-as com suas ideias. A liderança seria um talento natural ou resultado de um árduo aprendizado? Como devem agir os líderes? Como as mudanças da sociedade influenciam quem está no comando? Essas são algumas questões que, há tempos, intrigam os pesquisadores...

Da teoria à prática

As opiniões sobre liderança nunca foram unânimes. Por exemplo, o sociólogo alemão Max Weber afirmava que alguns indivíduos eram dotados de uma personalidade extraordinária, com qualidades incomuns, que os diferenciava dos demais. Eram os chamados líderes carismáticos, donos de uma espécie de conhecimento mágico. Entre eles, Weber destacava os heróis de guerra, profetas e feiticeiros. Já Sigmund Freud avaliou o papel do líder nas relações humanas. Para o austríaco, esse ocupa o papel do pai, enquanto os liderados são os filhos. Sua grande missão é organizar as vidas em busca de sentido.

No século 19, os estudos sobre liderança defendiam que essa era uma qualidade natural e que jamais poderia ser aprendida. Tal linha de pensamento ficou conhecida como a Teoria do Grande Homem e citava os reis e príncipes como exemplos de líderes natos. O dom da liderança, segundo essa visão, era transmitido de geração a geração, por laços de sangue, sendo comum em famílias de aristocratas. Assim, indivíduos com talento para liderar raramente seriam encontrados nas camadas baixas da sociedade.

Mais tarde, psicólogos partiram para outra abordagem da liderança. Dedicaram-se a analisar o perfil dos grandes líderes a fim de encontrar características comuns entre eles. Essas pesquisas deram origem às teorias dos Traços de Personalidade, que se empenhavam em listar as características que podem levar alguém a ocupar um posto de comando. Entre as principais, estão tolerância ao estresse, autoconfiança, bom relacionamento interpessoal e capacidade de aprendizado.

Com o tempo, a crença de que só existem líderes natos ficou para trás. Ganhou, então, espaço a ideia de que é possível, sim, forjar um líder. Para isso, bastaria observar as atitudes de quem sabe liderar e aprender com elas. Hoje, não faltam livros, manuais, cursos e treinamentos que tentam ensinar aos candidatos a líder o passo a passo para comandar com sucesso. E cada autor tem uma fórmula. Peter Northouse, em seu livro Leadership: Theory and Practice, explica que, para ter sucesso nesse papel, é preciso aprimorar as capacidades de resolver problemas, de julgamento social e o conhecimento. "Juntas, essas habilidades formam o coração da liderança efetiva", diz o autor.

Já David Ulrich, professor de Management na Ross School of Business da Universidade de Michigan e autor de o Código da Liderança (título designado para essa reportagem), enumera quatro atitudes que considera fundamentais para os líderes de sucesso: proficiência pessoal (ser capaz de controlar o próprio estresse e de conhecer-se), estratégia (planejar o futuro e compartilhar sua visão com os demais), execução (fazer as mudanças acontecerem), gerenciar talentos (cuidar dos empregados, comunicar-se com eles e orientá-los), desenvolver o capital humano (construir talentos que, no futuro, beneficiem a organização). "Entre 60 a 70 por cento das características que fazem de alguém um líder de sucesso podem ser agrupadas nessas cinco áreas", diz ele, em entrevista à revista Administradores.

O poder das circunstâncias

George Kohlrieser, diretor do Programa de Liderança e Comportamento Organizacional no prestigiado IMD (International Institute for Management Development), defende que liderança não é um talento nato e, sim, uma capacidade que pode ser desenvolvida. "Ela costuma ser melhor aprendida durante infância, a partir de modelos positivos, ou quando o indivíduo tem uma história de vida que incentiva a boa liderança", afirma o especialista. "Além disso, a necessidade e as circunstâncias também podem contribuir para formar bons líderes", diz ele.

Exemplos de líderes forjados pelo contexto não faltam na literatura e no cinema. Do Rei Arthur a Spartacus, de Robin Hood a Joana D'Arc, as histórias se repetem: o herói que desconhece seu poder é chamado à luta e acaba por liderar multidões. Na vida real, um exemplo clássico é o de Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos de 1933 a 1945. À frente da Casa Branca, ele encarou nada menos do que a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Seus biógrafos e admiradores não cansam de exaltar seu talento para liderança e sua personalidade marcada pela autoconfiança, equilíbrio e companheirismo. Para muitos, as características que fizeram dele um grande líder teriam sido aprimoradas em sua luta contra a poliomielite, doença que contraiu aos 39 anos e que comprometeu sua capacidade de movimento.

As circunstâncias adversas, por sinal, são essenciais na hora de avaliar a capacidade de liderança. Quando o imprevisível dá as caras e todos os fatores estão contra o grupo, muita gente se pergunta: como comandar com sabedoria? "Nessas horas, o mais importante é manter uma atitude positiva, procurando por oportunidades à sua volta. Os grandes líderes fazem isso: eles estão incansavelmente buscando meios de aprender com as crises", explica George Kohlrieser. Segundo ele, nesses momentos, é preciso também inspirar confiança, envolver todos na solução do problema e não abrir brecha para o desespero. "A pior atitude é se deixar controlar pelo medo e se tornar negativo. Isso impede o aprendizado e pode levar a mal entendidos e à perda de confiança", afirma.

Nas crises ou fora delas, a qualquer tomada de decisão, os líderes correm um risco constante: errar. Mas, calma lá!, não estamos dizendo que não se pode errar. Todos têm o direito de cometer erros. Mas quem está no comando só pode se enganar até certo ponto. "Os grandes erros estão ligados ao descontrole emocional e a atitudes muito radicais. São comuns quando a pessoa observa apenas a crise e o momento, deixando de ter uma visão sistêmica. Por isso, no caso de uma crise, é importante analisar a decisão, onde ela irá impactar e quais oportunidades ela poderá trazer", explica Artur Diniz, fundador e CEO da Crescimentum e autor do livro Líder do Futuro - a transformação em líder coach. E, se mesmo assim um erro for cometido, vale colocar em prática o que diz George Kohlrieser: "Os melhores líderes aprendem muito mais com seus erros do que com seus acertos, desde, é claro, que os erros não se repitam e que a pessoa realmente aprenda a lição."

O fator humano

Educação, personalidade, circunstâncias, crises, erros e acertos. Tudo isso conta na formação de um líder. Mas, talvez, nenhum fator seja tão importante quanto as relações humanas. Afinal, o modo de se relacionar com os liderados pode ser determinante para o sucesso ou não de uma liderança. Nesse quesito, o primeiro alerta dos especialistas é ficar atento às mudanças que marcaram a sociedade e, assim, evitar seguir modelos de liderança que estão ultrapassados. "Há mais de 30 anos, quando meu pai liderava a empresa, ele vivia numa sociedade em que o homem mandava e a mulher e os filhos obedeciam. As pessoas eram, por isso, treinadas para obedecer. O líder de sucesso era aquele autoritário, que sabia mandar e nunca era questionado", conta Artur Diniz.

As relações familiares mudaram – mulheres passaram a trabalhar, o homem deixou de ser o chefe da casa e o diálogo começou a ser visto como o melhor caminho para a tomada de decisões. Segundo Artur Diniz, essa transformação da sociedade se refletiu nas organizações, influenciando diretamente a relação entre chefes e subalternos. "Em casa, as crianças são treinadas a questionar, a argumentar e a não aceitar ordens sem uma razão clara. Isso se refletiu nas relações de trabalho, onde as pessoas já não aceitam mais o líder que manda, grita e exige que todos obedeçam sem abrir espaço para o diálogo", explica o especialista.

Líderes déspotas e autoritários ficaram para trás. Distribuir ordens aos gritos, impor decisões, esconder informações também são atitudes do passado. E não adianta ir contra a maré. Quem sabe, no futuro, os dados coletados pelos pesquisadores da Universidade de Reading confirmem isso e apontem o novo caminho: visão e inspiração diferenciam um grande líder dos demais. "Os grandes líderes têm visão. E ter visão é se preocupar em transformar os indivíduos, o time, a organização e o mundo num lugar melhor. Dessa maneira, eles inspiram os outros a enfrentar o que for necessário para alcançar os objetivos", afirma George Kohlrieser.

Você, líder

Faça uma autoavaliação

No time de futebol, no grupo de amigos, na família, no lazer... Em qualquer grupo há espaço para líderes. Segundo David Urlrich, quem está no comando deveria fazer um simples exercício diário para avaliar como tem se saído. "Separe dez minutos do seu dia e pergunte a si mesmo: você tem consciência de quem está liderando e de como suas ações afetam essas pessoas? Você está se tornando um líder melhor com o tempo? Está cumprindo os planos que traçou?", aconselha o especialista.

Aprenda a reconhecer um ditador

Cada líder tem um estilo próprio, mas, dependendo da maneira como age no dia a dia, pode ser classificado como democrata, burocrata ou ditador. Chefes abertos ao diálogo e que costumam ouvir o que os funcionários têm a dizer fazem parte do primeiro grupo. Já aqueles que seguem ao pé da letra uma metodologia estão mais próximos dos burocratas. Os ditadores, por sua vez, são inconfundíveis. Eles se recusam a ouvir os demais, não aceitam erros e não admitem que suas decisões sejam questionadas.

Os reis da escola

Em 1998, uma pesquisa americana com 160 estudantes identificou alguns traços comuns na personalidade daqueles que se tornavam líderes. Os jovens mais dominantes, confiantes na própria capacidade e inteligentes eram frequentemente identificados como líderes por seus colegas. Esses traços, segundo os pesquisadores, não garantem que um jovem irá se tornar um líder, mas indicam uma forte possibilidade de isso ocorrer.

Dois passos para ser um líder melhor

David Ulrich, autor do Código da Liderança e considerado uma das maiores autoridades mundiais em gestão de recursos humanos, dá mais dois conselhos para quem está na invejada e desafiadora posição de comando.

Pense...

"Os líderes raramente pensam sobre liderança e não desenvolvem seu próprio ponto de vista sobre o assunto. É preciso se perguntar: que valores você quer enfatizar, que potenciais você tem a oferecer, que experiências o levaram a esta posição e, o mais importante, como você está criando valor para outras pessoas. Sem esse último item, não se pode ser um líder de sucesso."

... e se comunique

"Para uma mudança dar certo, o segredo está na comunicação. Um líder não pode esperar ser seguido sem comunicar às pessoas os seus planos e qual papel delas nas mudanças que estão a caminho. E um detalhe: a mensagem deve ser repetida de cinco a seis vezes, pelo menos, para que seja realmente absorvida."

Esta reportagem foi publicada originalmente na revista Administradores. Veja os destaques da última edição.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/desvendando-o-codigo-da-lideranca/53661/

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Veja 5 atitudes que podem detonar as suas chances de conseguir um novo emprego

Aplicar o currículo para diversas oportunidades, de diferentes hierarquias e áreas, por exemplo, é uma delas.


Não existe receita infalível que possa ser utilizada, quando o assunto é a busca por uma nova oportunidade no mercado de trabalho. Contudo, de acordo com o diretor de marketing do Grupo Michael Page para a América Latina, Sérgio Sabino, há algumas atitudes que podem diminuir as possibilidades na hora de conquistar uma vaga de emprego.

“Muito deve se avaliar antes de dar o próximo passo. E o maior responsável pela carreira do profissional é ele mesmo”, diz Sabino, que aponta nas orientações abaixo o que não fazer.

Atitudes "espanta-emprego"

1 – Aplicar o currículo para diversas oportunidades, de diferentes hierarquias e áreas. Segundo o especialista, tal atitude mostra falta de foco. “Você está dizendo ao recrutador que não sabe muito bem o que quer, qualquer coisa serve”, diz.

Assim, a orientação é perceber o momento de vida e as experiências para aplicar o currículo para posições adequadas ao seu posicionamento hierárquico e conhecimentos.

2 – Achar que o recrutador é um amigo. Uma entrevista é uma reunião de negócios, lembra Sabino. Portanto, imaginar que uma postura amiga e informal demais pode influenciar na empatia com o entrevistador é um erro, visto que a atitude passa, na verdade, a percepção de falta de profissionalismo e imaturidade.

3 – Buscar retorno de uma entrevista logo depois da conversa. Apesar da curiosidade natural do momento, a tentativa de contatos seguidos e excessivos pode transmitir uma ansiedade prejudicial ao candidato.

Dessa forma, o melhor é administrar a curiosidade e aguardar alguns dias antes de fazer contato.

4 – Subestimar a entrevista por telefone. Quem está participando de um processo seletivo deve ter consciência de que a conversa por telefone influencia a imagem que o recrutador pode formar do candidato.

Portanto, ao atender o telefone e perceber que do outro lado está um recrutador, tenha certeza de que poderá falar naquele momento e que terá alguns minutos para dedicar. Caso contrário, é melhor informar ao interlocutor e dizer qual o melhor horário para retornar.

5 – Por fim, não superestime a si mesmo. Informações como idiomas e passagens profissionais são completamente avaliadas. Assim, informe claramente suas habilidades e conhecimentos e lembre-se: “o mais importante em um profissional é sua postura e transparência”.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/veja-5-atitudes-que-podem-detonar-as-suas-chances-de-conseguir-um-novo-emprego/50007/

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

10 dicas para construir uma ótima rede de contatos

Uma boa rede de contatos é justamente uma boa… rede. Quem são as pessoas que você conhece que podem agir exatamente como uma rede, que você joga adiante para atingir seus objetivos? Para desenvolver um bom network, é importante deixar claro o que você quer. Mas também é fundamental entender que você é parte da rede de outra pessoa e tem de estar disposto a se esforçar por ela também.

E como se desenvolve essa rede? O coach Mike “Ambassador” Bruny* elencou as seguintes dicas no site do Young Entrepreneur Council. Confira.

1. Tenha um objetivo. Antes de ir a um evento de networking, dedique um tempo para estabelecer o que você procura no atual momento. Fazer isso aumenta as chances de reconhecer aquilo que pode ajudá-lo. Podem ser um novo sócio, oportunidades diferentes, fornecedores etc. Você precisa estar pronto quando alguém fizer perguntas como “de que maneira posso te ajudar?”, “o que você procura?” ou “quem é o seu cliente ideal?”

2. Saiba o que você tem para oferecer. Seus pontos fortes e seus contatos permitem que você ajude as pessoas que conhece. Em vez de ter de vasculhar sua agenda para encontrar um nome, tenha um bom conhecimento de quem são as pessoas influentes na sua rede atual. E pessoas não são o único recurso que você pode oferecer – conhecer bons serviços, por exemplo, pode ser útil.

3. Tenha cartões de visita. Ou não. Se você vai utilizá-los, mantenha-os em um lugar de fácil acesso e separados dos cartões que você vai receber de outras pessoas. Se não tem bolsos, use um porta-cartão. Outra técnica é utilizar um aplicativo como o #Hashable (disponível para iPhone e Android), que permite a troca de informações de contato virtualmente.

4. Esteja no estado de espírito certo. Antes de entrar em qualquer evento, pense: “Eu estou aqui para servir”. Você precisa lembrar que não vai vender nada, e sim se conectar com outra pessoa e talvez oferecer algo a ela.

5. Ofereça a sua mão. Mantenha a sua mão direita livre para cumprimentar as pessoas. Se você vai segurar algo, certifique-se de que está seco. Não há nada pior do que apertar uma mão fria e úmida. Segure a cerveja, o vinho ou qualquer bebida com a mão esquerda.

6. Use o crachá. Enquanto a bebida deve estar na sua mão esquerda, o crachá deve estar abaixo do ombro, no seu lado direito. Isso é importante porque facilita a apresentação para quem está cumprimentando você ou o apresentando a outra pessoa. Se a pessoa se dirige ao seu lado direito para apertar a sua mão, ela só precisa olhar rapidamente para o seu crachá.

7. Faça anotações. Uma ótima maneira de lembrar o que você falou para as pessoas é fazer anotações nos próprios cartões de visita. Se não houver cartão, use papel ou um dispositivo eletrônico. Algumas informações importantes são a data do encontro, o nome do evento, detalhes de fisionomia que o ajudem a lembrar como a pessoa é e temas específicos que vocês discutiram e que podem ser objeto de um follow-up.

8. Faça outro contato imediatamente. Logo depois de conhecer alguém que interessa a você, use seu smartphone ou tablet e o wi-fi do local do evento para mandar um e-mail sobre o encontro de vocês, com outros dados que sejam relevantes para a pessoa.

9. Faça follow-up. É importante dar continuidade aos temas sobre os quais vocês falaram e outros que lhe ocorram depois. Digamos que você conheça alguém que precise de uma determinada impressora, mas que você não tenha as informações sobre o produto naquela hora. Mande uma mensagem com esses dados e mostre que você estava atento.

10. Refaça o contato. Isso é o que vai aumentar o nível do seu networking. Todo mundo espera que você faça um follow-up logo depois de um encontro, mas poucos dão um passo além e retomam o contato. Faça um lembrete no seu calendário para ligar ou escrever para a pessoa um ou dois meses depois do primeiro evento. Antes de falar com ela, reveja suas anotações. Assim, você pode perguntar sobre algo específico que ela comentou na ocasião. Se tem um livro ou artigo para indicar, esse é um bom momento para fazê-lo.

Você já utiliza alguma das dicas acima? Quais são suas estratégias de networking?

* Mike “Ambassador” Bruny é fundador do site AmbassadorBruny.com. Ele é coach pessoal e profissional e ajuda jovens profissionais e negócios.
O Young Entrepreneur Council (YEC) é uma organização sem fins lucrativos composta pelos jovens empreendedores mais promissores dos Estados Unidos. O YEC promove o empreendedorismo como uma solução para o desemprego e o subemprego dos jovens e dá aos seus membros acesso a ferramentas, mentores e recursos para dar apoio a cada estágio do desenvolvimento da empresa.
Fonte: Papo Empreendedor.