sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Errei. E agora?

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“Errar é humano, perdoar é divino”. Legal, mas o que fazer quando a sua empresa erra feio? Como se explicar para os funcionários, investidores e clientes? Pedir desculpas e assumir o erro é a mais acertada das decisões. Foi o que aconteceu com a rede de varejo norte-americana J.C. Penny, que vendeu camisetas com a frase “Sou muito bonita para fazer lição de casa, meu irmão é quem faz pra mim” (I’m too pretty to do my homework so my brother has to do it for me”). O slogan pegou mal e acabou provocando indignações nas redes sociais e correntes de e-mails. Pressionada, a empresa assumiu a inadequação da estampa, interrompeu as vendas e pediu desculpas.

Pensando em tornar situações como essa menos embaraçosas, o colunista Tim Donnelly, da revista Inc, elaborou algumas dicas que podem ajudar a salvar a sua reputação e tornar a sua empresa um exemplo a ser seguido.

Use as palavras certas

Termos como “desculpas” podem parecer sentimentais ou até mesmo sinais de fraqueza. Mas, segundo especialistas, quanto mais honesta for a posição da empresa, melhor ela se sairá. Outra coisa: pedir desculpas não implica culpa, mas confiança e posicionamento. Esclarecer o ocorrido com clareza e transparência, com vocabulários simples e de uma forma direta, também é uma boa pedida.

Faça uma abordagem mais pessoal

Evite notas formais e batidas, que parecem respostas automáticas. Desculpas pessoais mostram que a empresa de fato se preocupa com o que está acontecendo e que apurou de forma séria e responsável o episódio. Dependendo da situação, telefonemas e e-mails para cada cliente também podem funcionar.

Não perca tempo

Não demore para se desculpar. Quanto mais tempo for passando, maior será o número de reclamações e de insatisfeitos. A velocidade da reação da empresa será inversamente proporcional à repercussão do ocorrido.

Busque um final feliz

Não importa o que tenha acontecido, solucione o problema. Pouco adianta seguir as dicas anteriores se o erro não for reparado. Tomar a atitude correta é o primeiro passo para crescer. E se mesmo assim não for desculpado ou não souber como melhorar, pergunte: o que posso fazer por você?

Que um erro ensina mais que um acerto, todos nós já sabemos. É clichê, mas é verdade: o importante é aprender com a experiência e não repetir o erro. É difícil se lembrar de todos os dez que já tiramos, mas os zeros, estes não esquecemos nunca mais. Ainda bem!

Fonte: Papo Empreendedor.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Temos vaga. Mas você tem experiência?

Não me arriscaria a dar conselhos, mas é inegável que, para quem não nasce em berço de ouro, como se diz por aí, o conhecimento é que assume esse valor e abre caminhos.


"Você não sabe o quanto caminhei, pra chegar até aqui...", trecho da música A estrada, do Cidade Negra, faz-me lembrar os passos que dei para hoje ser um dos sócios da br4.cgn e o quanto evoluí para que isso acontecesse. Todas as experiências em empresas, as pessoas que conheci neste tempo e o conhecimento que trouxe de cada uma.

Não me arriscaria a dar conselhos, mas é inegável que, para quem não nasce em berço de ouro, como se diz por aí, o conhecimento é que assume esse valor e abre caminhos. Por isso, sempre pautei minha trajetória na busca por conhecimento e compartilho esse princípio com todos que me cercam.

Como músico também, nunca fujo à comparações da atuação profissional na área de comunicação. Um exemplo disso é um guitarrista que se dedica a vida toda para aprender todas as técnicas para, em uma única e breve apresentação, demonstrar tudo o que sabe com perfeição e conquistar o reconhecimento. É preciso preparo, coragem, ousadia para alcançar o sucesso.

Outro ponto fundamental, é que um profissional só é capaz de improvisar quando possui repertório suficiente para tanto. Só é possível saber quais as opções e decisões adequadas com segurança, quando se tem conhecimento para isso. Evitar a 'gambiarra', o 'jeitinho brasileiro' é fugir de riscos desnecessários, para os quais uma empresa séria não está disposta.
Pode parecer que estou 'chovendo no molhado', também como dito por aí. Mas o fato é que temos nos deparado com uma realidade um tanto desfigurada do mundo ideal. Agências de comunicação têm demanda séria, enfrenta a competitividade feroz em um mercado que é mais disputado a cada dia. E essa realidade faz frente ao duro cenário de uma enxurrada de pequenos notáveis, ansiosos por seu lugar ao sol, e que chegam "prontos" para atropelar etapas importantes, porque se crêem aptos a romper quaisquer barreiras rumo ao sucesso, como é o caso da geração "Y".

Hoje, leva-se muito tempo para se encontrar bons profissionais. A busca por emprego traz para as agências profissionais pouco preparados, com baixa capacidade de integração para atuar em equipe e com expectativa de salário fora da realidade de mercado e de sua própria.

Até pouco tempo, podíamos contar com profissionais multitarefa, prontos para enfrentar crises e contribuir com o crescimento da equipe. Hoje, mal se consegue profissionais capacitados tão somente para a vaga que se oferece.

Se conhecimento bem aproveitado é vital, porque não o estão adquirindo? Atualmente, a internet está mais do que consolidada como fonte de informação, mas parece que a ideia de 144 caracteres é o suficiente para gerar conteúdo e, principalmente, opinião.

Apesar de anos de caminhada, até hoje participo de fórum de discussão, palestras, leio artigos, jornais, revistas especializadas, livros, recebo newsletter de assuntos relevantes, tenho sede de conhecimento. E essa geração? O que tem feito para ser melhor na sua área e fazer valer o salário que almeja?

É preciso ir além e as pessoas estão preguiçosas ou esperam que a informação chegue no celular retwittada ou em um aviso no seu mural.

Um antigo chefe me disse uma vez: aprenda uma coisa nova e seu dia estará ganho. É o que faço e sempre sugiro que outros façam. Conhecimento nunca é demais e faz diferença para você e em seu dia a dia.

E quem tem pressa para chegar ao topo, pode não parecer, mas com disposição e busca por conhecimento, novos aprendizados, essa caminhada torna-se mais responsável e tranqüila. Assim, você estará sim escalando para chegar onde deseja. E, ao menos aqui, seu espaço estará garantido.

Você não sabe o quanto caminhei. É provável que não saiba o quanto você caminhará, mas com certeza saberei, conversando com você, o quanto já caminhou.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/administracao-e-negocios/temos-vaga-mas-voce-tem-experiencia/48126/

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Manual de etiqueta para chefes

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“Virei Chefe, e Agora?”, “Como se Tornar um Grande Chefe”, “Manual do Chefe em Apuros”: uma rápida espiada nas estantes de qualquer livraria é o suficiente para perceber que ser chefe está longe de ser uma tarefa fácil. Uma das maiores dificuldades dos donos das empresas é encontrar o tom certo no relacionamento com os funcionários. Devo ser amigável? Posso fazer peguntas pessoais? Como lidar com as fofocas? A Inc. elaborou uma lista com nove dicas para criar um ambiente de trabalho saudável e animado na sua empresa.


Não fique escondido atrás da sua mesa

A mesa do chefe é o seu porto seguro, onde ele pode se refugiar para analisar os problemas ou simplemente esvaziar a mente. Mas um chefe que nunca deixa sua mesa (ou sala) causa uma péssima impressão entre os funcionários. Quando for receber um cliente importante ou ter uma conversa decisiva com um funcionário, o melhor é deixar seu refúgio e levá-lo para outra sala, onde vocês possam sentar lado a lado. Quem fica atrás de uma mesa se torna imediatamente inacessível.

Sempre que puder, jogue conversa fora

Um bate-papo casual é a melhor maneira de criar algum tipo de conexão com os funcionários. É melhor evitar assuntos mais pessoais: vale falar sobre o tempo, esportes, viagens ou outros assuntos leves. Isso cria um ambiente agradável e abre um canal de comunicação direto com os colaboradores.

Evite e-mails muito informais

Usar emoticons ou abreviaturas em e-mails de trabalho está fora de questão. Se for o primeiro e-mail que manda para a pessoa, então, nem se fala. Nesses casos, é melhor adotar uma linguagem mais formal. Aos poucos, as mensagens podem se tornar mais amigáveis, mas sempre dentro de certos limites.

Elogie com propriedade

Não vale distribuir elogios a torto e direito, só para tentar conquistar a boa vontade dos funcionários. Elogios ajudam, sim, mas só quando são pessoais e específicos. Encontre motivos reais para elogiar os integrantes da sua equipe de tempos em tempos. Um simples “Bom trabalho!” não diz nada. “Acabei de ler seu relatório, parabéns pelos resultados deste mês!” é bem melhor.

Não faça comentários sobre as roupas

Tanto faz se são positivos ou negativos: comentários sobre o modo de vestir dos funcionários são sempre malvistos. Para alguns, pode soar como assédio sexual ou moral. Para outros, é simplesmente constrangedor. Fique longe desse tipo de conversa.

Vista-se de maneira sensata

Se o seu negócio é fabricar bikes, ninguém vai estranhar caso chegue ao escritório de bermuda e tênis. Mas essa é a exceção, não a regra. Em geral, vestir-se de forma muito casual passa uma ideia errada para os funcionários. Seus trajes devem correponder ao seu cargo, e também ao tipo de negócio que dirige.

Cuidado com as redes sociais

Caso algum de seus funcionários tome a iniciativa de te adicionar no Facebook ou te seguir no Twitter, vá em frente e adicione/siga de volta. Mas não é o caso de tomar a iniciativa. Para algumas pessoas, ter que conviver com o chefe nas redes sociais nem sempre é uma perpectiva agradável.

Não revele suas emoções

Fazer cara de enfado diante de um funcionário irritante ou esboçar uma careta diante de um trabalho malfeito são atitudes que provocam intenso mal-estar no ambiente de trabalho. Por mais difícil que pareça, é fundamental manter uma expressão agradável e acolhedora diante de toda e qualquer circunstância. Acredite: vale a pena até mesmo treinar diante do espelho. Um sorriso tranquilo estampado no rosto pode fazer toda a diferença para a saúde da sua empresa.

Fofocas, jamais!

No ambiente de trabalho, elas devem ser combatidas como uma praga. A melhor maneira de fazer isso é manter um canal aberto com os funcionários: dessa maneira, qualquer dúvida ou mal-entendido pode ser esclarecido rapidamente. Caso algum boato esteja ameaçando o bom funcionamento da empresa, pare tudo, faça uma reunião com a equipe e fale diretamente sobre o assunto em questão. Poucas coisas são mais nocivas do que aquelas conversas sussurradas atrás da porta entre funcionários insatisfeitos.

Fonte: Papo Empreendedor.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

9 maneiras de promover o boca a boca dos seus produtos ou serviços

1. Ofereça um serviço/produto de qualidade – Essa primeira dica dispensa maiores comentários – como esperar indicações se sua empresa não fizer nem isso, não é mesmo?

2. Preste um ótimo atendimento – No lugar de pensar: “O que posso vender?”, faça a pergunta: “Como posso servir esse cliente?” ou “Estou aqui para oferecer o quê?”. Isso traz uma mudança clara de comportamento a qualquer vendedor, que se reflete na satisfação do consumidor.

3. Trate seus colaboradores como clientes – Eles são os primeiros “advogados” a falar bem ou mal da empresa e, tenha certeza, a maneira como eles tratam os clientes é a mesma que a empresa os trata. Portanto, atenção a eles!

4. Ofereça uma experiência de compra inesquecível – “Às vezes, a melhor coisa que podemos fazer é buscar caminhos para superar as expectativas das pessoas. Tenha foco na experiência total do cliente e as indicações acontecerão mais facilmente”, afirma John Jantsch.

5. Saiba qual é o seu diferencial central – Para o especialista, a primeira coisa que você deve fazer é criar algo de que valha a pena falar: pode ser seu produto, sua promoção, seus colaboradores ou seus processos. “Ninguém fala sobre negócios ou experiências chatas. Você deve surpreender as pessoas para que iniciem o boca a boca”, comenta Jantsch.

6. Informe seus clientes – Oferecer informação autêntica para os clientes é uma excelente forma de estimular o boca a boca. Segundo Jantsch, os clientes precisam saber o que falar sobre seu negócio, e isso fica complicado quando não há informação. Por isso, ele sugere que a informação seja gratuita e esteja contextualizada com a realidade do cliente e da empresa.

7. Conecte seus clientes e futuros clientes – A dica do livro The referral engine é fazer comentários, pedir opiniões e se mostrar (na internet, pelo menos) como uma pessoa real, não como a empresa que é uma entidade impessoal. As pessoas gostam de falar com outras pessoas.

8. Tenha um público-alvo claro – Para saber qual é seu cliente ideal, descubra quais são os mais lucrativos e, dentre eles, quais indicam sua empresa para outros clientes. Com essa seleção em mente, descubra os traços e comportamentos que eles têm em comum.

9. E a dica mais importante: crie um sistema de indicações para sua empresa – “Se você acha que vai conseguir recomendações apenas fazendo um bom trabalho, e não pedindo indicações, então você não tem certeza de quão bom é o trabalho que está fazendo. Empresas que são lembradas sempre pedem indicações, não simplesmente para fazer novos negócios, mas também para oferecer a outras pessoas o que de bom elas têm ou fazem”, acredita Jantsch.

Fonte: Essas dicas foram extraídas da reportagem de capa de abril de 2011 da revista VendaMais.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Líder: você sabe delegar atividades aos seus comandados?

Executivos devem questionar o entendimento das atividades pela equipe e dividi-las de forma adequada entre os profissionais.


Ser o gestor de uma equipe envolve talento e jogo de cintura para manter os profissionais que integram um grupo motivados e engajados. A pergunta que fica, no entanto, é: será que todos os executivos em cargos de liderança estão preparados para delegar atividades aos seus comandados? A resposta, de acordo com o headhunter da Michael Page, Marcelo Cuellar, é não.

“Os comandos devem ser obrigatoriamente informados, mas isso não garante que os funcionários de uma corporação tenham compreendido a mensagem”, informa.

Hoje, por exemplo, não é raro se deparar com líderes que tenham o hábito de enviar solicitações por e-mail à sua equipe, mas que se esquecem de checar se os mesmos compreenderam o que deve ser realizado.

“Os gestores precisam lembrar que delegar é diferente de 'largar' os contratados. É preciso saber como uma mensagem chega aos ouvidos da equipe e ser profissional o suficiente para reconhecer que, às vezes, o erro na comunicação vem de cima”, diz Cuellar.

Na opinião dele, muitos problemas seriam evitados se os líderes conversassem mais com seus comandados.

Proximidade e bom-senso

E se mais importante de que falar o que cada um deve fazer consiste em verificar se a pessoa que recebeu uma ordem a entendeu corretamente, imagine só quando o assunto inclui a entrega de trabalhos dentro de um prazo pré-determinado. Aí sim, a comunicação se faz essencial.

Pense bem, qualquer falha pode comprometer todo o resultado de um projeto e a única maneira de evitar isso é mantendo uma relação de proximidade com os funcionários. Como? Ouvindo a equipe e questionando o volume de trabalho de cada um.

“Os funcionários costumam dar indícios de que estão sobrecarregados. Por isso, é importante sempre ter um feedback da equipe por meio de reuniões semanais. A chefia também deve observar a forma como realiza certos questionamentos para não desestimular o profissional”, diz Cuellar.

Olho vivo

Para evitar resultados negativos ao fim do mês sejam apresentados, os gestores devem acompanhar passo-a-passo as tarefas executadas por sua equipe – isto certamente evitará surpresas desagradáveis e inesperadas. “Um resultado ruim é um atestado de que as coisas não vão bem e é importante não deixar o trabalho chegar a esse nível”, informa Cuellar.

Para ele, o equilíbrio pode ser alcançado se um líder conseguir atuar de forma justa e imparcial – uma tarefa para lá de difícil, diga-se de passagem. “Ser justo torna o trabalho mais fácil e deixa as pessoas mais felizes com a empresa em que atuam. Não é à toa, por exemplo, que as 150 melhores empresas para se trabalhar, sejam também as mais rentáveis”, completa.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/lider-voce-sabe-delegar-atividades-aos-seus-comandados/48085/

domingo, 2 de outubro de 2011

Tecnologia em RH: um meio, não um fim

Para facilitar a gestão de recursos humanos, muitas empresas criam projetos específicos e o uso de tecnologia para esse fim é sempre o primeiro passo. O objetivo, como se sabe, é a melhoria dos processos, eficiência nos resultados e uma comunicação mais efetiva. Dessa forma, integra-se o RH com os outros departamentos e à visão estratégica da companhia como um todo.

O fato é que não importa o quanto a tecnologia avance em qualquer projeto, o sucesso sempre dependerá de pessoas, que devem fazer o uso correto dessa tecnologia. Primeiramente, é preciso perceber que, para atingir o potencial completo das tecnologias, são necessárias mudanças nos processos associados a essa tecnologia.

O grande desafio do recursos humanos não é a utilização de uma determinada tecnologia, mas sim o uso correto de processos que comuniquem às pessoas e estas à empresa. A utilização de uma tecnologia deve levar em consideração que cada pessoa é única, ou seja, cada indivíduo tem o seu tempo e suas experiências para agregar no uso desta. A tecnologia pode facilitar a gestão de recursos humanos, atuando como automação de rotinas, criando a oportunidade de gestão dos processos, e não a operacionalização deles, como também pode facilitar qualquer outro tipo de gestão. No entanto, o fato mais importante é ter como base para essa facilidade o que realmente faz sentido em recursos humanos, que é o trato com as pessoas.

Os treinamentos, os protótipos, a comunicação e a melhoria contínua em cada processo geram a facilidade da tecnologia na gestão de recursos humanos. Quando temos os processos bem definidos, utilizamos a tecnologia totalmente a favor dessa gestão, economizando tempo e dinheiro para a companhia. Podemos disseminar informações, treinar os mais diversos colaboradores para criar ou aperfeiçoar suas competências e habilidades, contratar um novo colaborador de forma eficaz e eficiente, pois podemos utilizar a tecnologia como meio para gerar esse fim.

Com processos bem consistentes e as ferramentas certas, teremos as rotinas automatizadas e eficazes podendo elas serem facilmente implementadas como um “processo automático” nas boas ferramentas alicerçadas nas melhores tecnologias.

Utilizemos como exemplo o Portal de Recursos Humanos. Ele pode servir para diversos meios, bem como: comunicação com os colaboradores, descentralização da informação, rotinas administrativas on-line, entre outros. Porém, sem o uso da comunicação clara e direta de acordo com o público corporativo, o saber vender faz com que a tecnologia associada a essa ferramenta seja o grande causador dos problemas, como: falhas nos processos, erros de interpretações, gerador de mais controles, entre outros. Contudo, devemos perceber que esse olhar é equivocado, pois, como dito, precisamos criar a cultura, predisposição para a utilização dos instrumentos tecnológicos, além de criar mecanismos que preparem e motivem as pessoas na utilização. Ou seja, tirar as pessoas da zona de conforto e comunicar o que é preciso de forma eficiente. No fim das contas, mexer em sua cultura empregatícia e corporativa.

Assim, a tecnologia pode facilitar a gestão de recursos humanos quando trabalhamos com foco nas pessoas. Utilizando a tecnologia como um meio, não como um fim!

Fonte: E-zine Liderança.

sábado, 1 de outubro de 2011

Marketing: novos conceitos e as mesmas conversas

Você já deve ter escutado centenas de denominações de marketing. Inclusive, muito se fala que vivemos uma revolução na área. Mas será que essas transformações não são apenas repaginadas de algo que já vem sendo dito há décadas?





Pense rápido... O que é mais importante em uma estratégia de marketing para uma empresa?


Muito provavelmente você tenha dito os lucros, ou fazer clientes fiéis, talvez tenha pensado nos tradicionais 4Ps (Praça, Preço, Promoção e Produto), ou até mesmo em ser reconhecido pelos consumidores. Caso ainda não tenha reparado, todas essas opções citadas acima são fundamentais e visadas em qualquer campanha há décadas. O verdadeiro sucesso dessas ações está, justamente, em aliar o máximo delas para satisfazer as necessidades dos consumidores.

Só que a capacidade que os profissionais de marketing têm de inventar palavras novas para descrever antigos conceitos é crescente. A prova está na seção de livros de negócios encontrada em qualquer grande livraria. Marketing one to one, de relacionamento, viral, boca-a-boca, direto, de permissão, pessoal, Cauda Longa, 1.0, 2.0, 3.0, marketing de guerrilha e, sem dúvida, essa lista não para por aqui. Essas variações costumam aparecer em livros internacionais, escritos por uma infinidade de novos gurus, mas que, devidamente estudados, são muitas vezes repetições sobre o mesmo tema.

Para a professora de Marketing Nelci Moreira, da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL), um exemplo desta constatação está nas escolas de marketing norte- americanas. "Um professor da Harvard Business School, obrigado a publicações acadêmicas para preencher sua cota, solicita como tarefa a seus alunos que visitem uma determinada empresa para elaborar um case. Posteriormente, publica um artigo sobre o assunto. Por aqui, professores passam a escrever novos artigos com base no publicado por Harvard, gerando aulas, citações dos cases e logo alguém na mídia se utiliza desses jargões. Daí, para fazer parte de novos livros fica faltando pouco. Rapidamente estas ideias se misturam e são geradas novas, prejudicando, inclusive a nossa publicação científica, que fica repleta de pseudo-pesquisas", assegura Nelci.

Aula na mercearia

O marketing de relacionamento é um desses exemplos que vem sendo apontado como a atual tendência do mercado. Mas essa está longe de ser uma prática realmente inovadora, muito pelo contrário, ela é tão antiga quanto o próprio comércio. Um exemplo disso é a mercearia do Seu Francisco, na cidade de Abaeté, no interior de Minas Gerais, que já está há três gerações com a família. Francisco nunca teve problema com freguesia, sabia o nome de todos os clientes e sempre que conseguia, batia um "dedinho de prosa" ou tomava um cafezinho com os frequentadores. Para os moradores próximos, a mercearia tornou-se essencial e, apesar de não ter a grande variedade de produtos e promoções dos supermercados, as compras do mês eram sempre feitas ali.

"A busca em atender a necessidade do consumidor sempre foi algo imperativo ao marketing. Não há nada de novo nisso. Quem atendesse melhor a necessidade dos consumidores teria mais clientes fiéis", explica o professor de Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Nicolau André.

De acordo com ele, "a grande diferença, no entanto, é que cada vez mais empresas estão entendendo que o consumidor não compra um produto apenas pela razão, mas pelo bom atendimento, atenção e, principalmente, por alcançar seu lado emocional". Dessa forma, grandes organizações estão aprendendo que atender como a mercearia do Seu Franciso pode fazer toda diferença.

Reclamações e virais sempre existiram

Eduardo Carvalho tinha 17 anos quando comprou sua primeira câmera fotográfica. A aquisição, porém, não foi uma de suas melhores experiências. Menos de um mês depois da compra, o aparelho parou de funcionar. Consequência disso foi ele comentar com seus amigos a contra-indicação daquela marca. Esses contatos se espalharam para outras pessoas, o que fez possíveis compradores desistirem do produto. O detalhe desse fato tão corriqueiro é que aconteceu no final da década de 70.

e, agora, fazem questão de falar isso em sites de relacionamento. Mas a questão é que as pessoas sempre reclamaram ou recomendaram produtos e serviços através dos tempos. "

"O boca-boca é a mais velha mídia do mundo. Apenas as redes sociais, ligadas na internet com conectividade, amplificaram e facilitaram o fenômeno desse relacionamento interpessoal", indica Renato Marchetti, professor do programa de doutorado em Administração da PUC-PR. Para ele, as novas plataformas originadas na convergência tecnológica permitiram ampliar a dimensão de velhos costumes.

A inovadora Cauda Longa do século 19

Imagine a possibilidade de comercializar milhares de produtos sem os clientes precisarem sair de casa. Ali teriam desde as mercadorias mais procuradas e desejadas, até aquelas que dificilmente estariam numa loja tradicional pela pouca demanda. A grande variedade de produtos e a não necessidade de vendedores em uma loja física se tornariam os impulsionadores desse comércio.

Não, não estamos falando do e-commerce e nem tão pouco da badalada Teoria da Cauda Longa que indicou essa linha de negócios com a internet. Trata-se de um catálogo que fez muito sucesso ainda no final do século 19. "No catálogo da Sears (Wish Book) havia cerca 200 mil itens com descrições e cerca de seis mil ilustrações. Era um tipo de compra postal que barateava o produto em mais de 50%, levando em consideração os custos de expedição", declara Nelci Moreira, da UNISUL.

Para a professora, a essência do modelo de comércio da Sears com a Amazon de hoje, por exemplo, é a mesma. "A grande mudança foi as novas plataformas, que substituíram o catálogo, primeiro pelo computador com a internet e, agora, com celular e tablets."

Nem Kotler escapa

Uma outra teoria que está sendo bastante comentada são os argumentos expostos no Marketing 3.0 de Philip Kotler, considerado uma das maiores autoridades mundiais do marketing. Ela vem influenciando a forma de as empresas se comportarem diante do consumidor. Mas, até o próprio 3.0 não se trata realmente de um novo formato do marketing, apontam estudiosos da área.

Alice Barreto, mestranda em Administração pela UFPB, acredita que Philip Kotler traz novos rótulos para antigas teorias. "Ele tem um papel relevante para estudantes em nível de graduação e gestores pelo acesso a um livro mais didático, com denominações mais entendíveis. No entanto, não se pode caracterizar de fato como evolução da área, em um contexto amplo de desenvolvimento de novos conceitos e teorias", salienta Alice. "Inclusive, o próprio Kotler já trabalhou essas definições de marketing social e marketing para sociedade em um livro da década de 70", complementa.

" A professora Nelci Moreira vai mais longe. Para ela, a questão é que Philip Kotler é um excelente produtor de manuais e transformar isso em novos jargões para o marketing foi uma forma de ganhar notoriedade. "Vamos esperar pelo Marketing 4.0 que será exigido pela aplicação da nanotecnologia e pelo marketing 5.0, uma possível exigência de mudanças radicais ocasionadas pela troca de ciências como suporte de velhos produtos", cogita.

Velhas ideias e novas inspirações

Professores da área são quase unânimes: tantas terminologias para rebatizar velhas ideias com cases mais atualizados são importantes para que novos interessados no assunto reinventem e adaptem ações de marketing. "Muitos livros recentes trazem uma leitura atualizada do que está acontecendo. Isso facilitar entender as ações atuais e ajuda a criar novos programas e abordagens", indica o professor Nicolau André, da FGV.

Para o professor Renato Marchetti, "o livro é um meio para difusão de conhecimento e as editoras sobrevivem de sua venda. Portanto, não há nenhum pecado nisto. Essas propostas representam fontes de inspiração. O importante é não se perder no meio de tantas ideias e novas perspectivas. O foco principal do marketing é o cliente, independente de como o chamamos".

Nesse sentido, nota-se que, apesar de tanto gurus e escritores do marketing atual não terem descoberto a pólvora, conseguiram deixá-la numa embalagem bem mais bonita. Isso é ruim? Claro que não! Empreendedores, estudantes e professores agradecem.

Então, o que há de novo?

O cenário corporativo precisa estar preparado. Por isso, as ações das empresas estão constantemente se adaptando para atender a nova era digital, as múltiplas plataformas e os recentes valores agregados das pessoas.

A sustentabilidade empurra as questões climáticas. A globalização dos mercados e a tecnologia acentuam a necessidade de uma revisão do marketing tradicional. Fala-se hoje em consumo consciente e discute-se com maior profundidade as questões do descarte de produtos, energia limpa e a presença de uma legislação cada vez mais rigorosa e atuante sobre os desvios da conduta ambiental.

De acordo com o professor Renato Marchetti, todas essas variáveis compõem o novo ambiente de marketing. "As empresas deverão se adaptar a este novo cenário como se adaptaram a outras rupturas do passado, como os processos de produção e distribuição em massa no inicio do século 20, a revolução nos meios de transporte e da comunicação."

Nesse sentido, apesar de poucas mudanças drásticas na essência do marketing, tudo se tornou mais intenso, veloz e responsável. O resultado disso? Simples. Olhar para o passado nunca se mostrou tão importante e relevante para a construção das ações do presente e futuro do marketing.

Esta matéria foi publicada originalmente na revista Administradores nº 1. Confira acima outros destaques da edição. Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/marketing/marketing-novos-conceitos-e-as-mesmas-conversas/45082/